Dança do Hemisfério Celestial Sul




O ritmo da busca segue a dança 

do Hemisfério Celestial Sul,

a beleza do movimento involuntário

ocupação vibrante, que sustenta,

dança por dentro e põe a exalar

as estrelas em plena liberdade,

o que que quer que aconteça, 

para que a nossa dança não acabe;

​por ela estremecer e preceder -

o que faz o estertor acontecer.


O léxico de fogo ancestral 

das tradições poéticas da porção 

austral trago na pele de marfim

​entre o abissal e o insondável -

o desejo que não tem fim,

e da tua parte leio o sim;

mais claro embora discretado

diante da minha existência 

que te faz desconcertado.


​O estado da arte em curiosidade 

continua proporcionalmente 

intenso e sem nenhuma perda,

porque pela tua existência, arde;

e convicto é atemporal poema 

com o calor que consome a pele,

com ​andor da paixão intensa

em adustão que precede o toque 

- ​sem limite cortante do desejo; 

justamente onde o prazer 

encontra o perigo mesmo sem ver.


Assumido efervescente estado 

da alma com a previsão da antecipação 

da mútua celebração rítmica do ápice,

para que a paixão não mais se cale,

e o amor com brio e vontade se celebre,

no tempo de colheita das frutas,

do Extremo Sul da América do Sul,

sob todas as auroras e românticas luas.

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