Alma criada, feita para navegar no mar da Humanidade, tem memória caiçara desde nascença para fazer tudo durar. Sem temer lidar com o tempo e as correntezas marítimas, entre pescar peixes e almas, também aprendeu a escutar, enquanto tece as suas redes. Quando a guerra se aproxima com os seus deuses e senhores, eles sabem manipular e tocar nas nossas mais íntimas dores. Entre sóis, luares e marés, para que não nos percebamos nos espaços sendo abertos, aprendeu que, antes da guerra, os seus deuses e senhores buscam estar entre os fragilizados dos matizes mais variados. Todos eles premeditam quebras de confiança, cortar laços, desligar o discernimento, os afetos e a comunicação, para arrebentar povos por dentro. Urge não buscar ordinários tormentos, porque eles são hábeis em tornar espaços de vida em confinamentos. É preciso todos estarem atentos: [Para não nos render, e não haver tropeços.]