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Mar da Humanidade

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Desta novela não há nenhuma novidade. Nos seus capítulos só resta crueldade. Não tem nada a ver com teoria conspiratória: a poesia também serve à memória histórica. Matam e sequestram a solidariedade de uns no vasto mar da Humanidade. Amanhã voltam os tempos em que muitos foram sequestrados dos berços. Sem nenhum arre(medo), isto é só o começo do que nunca deveria outrora ter iniciado e que agora, diante dos olhos e debaixo dos narizes, está sendo requentado.

Senhora de toda a poesia

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Somos de muito longe, mas não distantes, Não importa o quanto tempo demore, Estamos do lado de dentro no coração e no pensamento. O quanto deverei   caminhar e quantos  degraus irei subir, Não intimida  e nem desmotiva. A minh'alma feminina  pela tua se encantou, deseja ser cativa, e senhora de toda a poesia.

Mangue-botão

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Algo em mim faz a transição,  o ponto onde o mar desiste, Insistindo em ser a imensidão  tendo tudo a ver quando  a terra começa a vencer: Do jeito exato do Mangue-botão  onde reinam cada um  dos três mangues que crescem,  abrigam e a vida nutrem.  Sem sequer tocar na lama,  os mangues roçam na contemplação  profunda d'alma humana que possui asas guarás, e se reserva do que não liberta.  [Sem deixar de lado o coração  enraizado na própria terra]. 

Mangue-Branco

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No sobrevoo do Guará, entre a restinga e o manguezal, desvela-se, serena e clara, a certeza que não se desfaz:   O Mangue-Branco floresce com branca e obstinada beleza, com suas glândulas de sal bebendo o amargo com a certeza da cura em terra brasileira.   Aqui, no nosso chão, segue imutável a ordem natural. Muitos tentam rompê-la, e sempre se darão muito mal.   É prova viva de que a vida é mais forte que a morte. Não é só questão de norte nem mero capricho da sorte. Nascemos libertados, nossa raiz é forte; e está para nascer a hoste, para alcançar e tombar todo o que contra a vida se levantar.

Mangue-Preto

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Deixar que o Mangue-Preto seja o pulmão do oceano com as suas sul-americanas absolutas glândulas de sal, e se permitir um dia normal.  Ser um pouco Guará no ninho, e confiar plenamente que a vida  cumpra o seu próprio destino, mesmo que cause algum calafrio: Para dizer para si: -- Estou vivo. 

Três mangues

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Permitir todas as chances dos três mangues no peito se enraizarem com várias coragens da liberdade conhecer,  crescer, procriar e revoar: Não permitir que nada venha a te dominar. Criar brio e asas de guará,  mescladas com as auroras  matutina e vespertina  do Hemisfério Celestial Sul, sem preocupação se há  alguma rima óbvia ou não: Resgatar com todo o coração, o deslumbramento e a poesia sempre a cada nova estação.

Asas de Papagaio-charão

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Minha imaginação têm a plenitude, a liberdade e revoada nas asas de cada Papagaio-charão em busca de Pinhão; Algo parecido tenho buscado na Araucária do teu divino coração.

Uma aurora de maio

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No céu de Rodeio um pouco de cor de uma aurora de maio eleva a poesia e o humor, Sim, tenho amor pelo Médio Vale do Itajaí,  criado por Deus  com todo o esplendor.

Vento Pampeiro

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Como quem de cima do seu próprio cavalo, enxerga o chão sagrado que o abriga e sustenta, Vê tudo com clareza, incluindo a vil vileza, Com toda a sutileza, espírito de galpão e tropa e chimarrão na mão. Não nego a herança filial do vento pampeiro que ninguém controla, De Sul a Sul balança o ipê-roxo-de-sete-folhas em preparação, em maio, para a sagração da absoluta floração. Das raízes ao coração, fincadas as origens com apego a este chão, Carrego alma briosa de Sepé Tiaraju, que não permite que a História sofra mais alteração. A herança de qualquer povo ninguém retira, independente de quem ali guia, porque, gostando ou não, quem manda passa, e o povo fica.

Imbu

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Doce de Imbu vou fazer, Só para te receber de um jeito que você  não vai esquecer, Por mim você vai  inteiro se derreter, De outro sabor que  não for o meu bem  brasileiro  você  não  nem pensar mais querer.

Inhame

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De Cabo Verde e São Tomé  nascido para comer, Inhame divino Inhame, a herança ancestral  só tenho a agradecer, Se você ainda não provou, comigo irá comer, com o meu tempero bem brasileiro e o bem querer.

Inambu

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Todo poeta  tem canto de Inambu e pés na terra.

Lua das Flores

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A Lua das Flores da estação no Médio Vale do Itajaí preludia os ipês rosa e o roxo, Com certeza percebi  a tua curiosidade bonita que maio me anuncia. Se é amor ou não, não sei, mas que já poesia, virou lei; Sem precisar da aprovação  alheia constrói o legado  de manter o seu coração  todo em estado de maio.  Não preciso falar o que sinto porque se me ama, Saiba que também é amado, do jeito que não tínhamos  sequer antes imaginado: do lugar deste amor não  haverá outro para ser ocupado.

Alma de Tuiuiú

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Alma de Tuiuiú no ninho do mês de maio, que da poesia ostenta --- o mais sagrado, Onde o desabrochar das flores dos ipês-rosa  como preces recordam a promessa amorosa. Promessa que foi cumprida e floriu no lugar  que foi enterrado o heroico guerreiro indígena; Como prova de amor para a sua amada  além da vida que hoje enfeita a nossa vista.  Desta e de tantas recordações que a memória  resgata com particular lírica se finca a história, para se envaidecer e honrar de cada glória.  Para que legados entre os dedos não escorram,  para de tudo o que importa por nada nem  ninguém tenha nenhum poder de fazer que a  gente desista.

Maio

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Maio floresce com os ipês  sob o Hemisfério Austral, assumo a minha urgência  que também floresce igual. De silêncio em silêncio, o coração sentimental, indomado e brejeiro: é puro desejo total.  Venha sem demora, porque florescer requer  companhia sem hora. Maio abrirá a porta  secreta e estenderá  o paraíso e a sua aurora. 

Nenhuma Nação Acima

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Línguas ou armas estrangeiras colocadas contra o meu povo, da minha parte sempre encontrarão forte oposição. Outras Nações jamais estarão acima da minha Nação. Espero, da mesma maneira, que assim seja para você e sua Nação. Com igual lealdade, ainda que solitária, tal qual a dos guardiões das pirâmides do Sudão, é a que guardo no coração: ela mantém meus pés e a alma fincados neste chão que, sob o Hemisfério Austral, enlevo em total sagração. Não sei de onde me lês nem que terra te chama, mas desejo a ti a mesma devoção. Cultivar o nosso amor vivo em dias solares ou de tormenta, nas noites de lunação ou escuridão, é o meu diário voto e querer: que a poesia se cumpra e nunca nada me faça esquecer; para que ninguém nos domine e nada abale o meu e o teu viver.

O céu vestido de aquarela

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O céu vestido de aquarela  do Médio Vale do Itajaí, O Pico do Montanhão  com todo o amor beija, Com poesia o coração  tamanha beleza corteja. 

Poetisa do Médio Vale do Itajaí

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Na mente o segredo da existência  sem excusa e com emergência de escrever o cotidiano com versos e cores do Médio Vale do Itajaí, Que continuam inabaláveis desde o primeiro dia que vi  com os olhos do meu coração. O espelhamento é incontestável, qualquer pretexto vira assunto, e acaba virando poema no curso do Rio Itajaí-Açu e os afluentes, E sobretudo para falar das belezas e de tudo o que move as gentes. Para tentar a sorte de tocar-te  do jeito mais profundo e amável, para quem sabe os teus olhos  se voltarem da maneira mais admirável, E comigo se encontrar noite e dia, entre as auroras e o Hemisfério Austral  com direito do melhor da minha poesia.

Quem dera se verdade fosse

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Não existem músicas ou jazz  que me interessam mais  do que os sussurros de meia-noite capazes de pacificar terras inteiras: Sempre que saem da sua linda boca, que esquentam a minha nuca fria, e que me fazem absoluta e louca. [Quem dera se verdade fosse, mas é devaneio místico e poesia].

De muitas e todas as luas

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O Poemário Rodeense  é feito do pôr e do nascer  de muitas e todas luas, Das doces manias tuas que se encontram com  as minhas manias de poesia no Médio Vale do Itajaí. Jaci que é bem-vinda, e vista no céu de Rodeio brincando como trapezista na corda do Universo, e eu pensando qual será o caminho certo para ser o que pacífica. Adorada Jaci adorada, que guia e orienta  e faz a rota protegida  nesta Santa Catarina, que todo o dia tem uma flor tem arrancada do jardim  da primavera da vida. Jaci que me é tão querida, que me deu o aceno de despedida, e teve o lugar tomado  pela garoa mansa e tão fria, sei que não a deixo,  e ela não me deixa,  assim cultivo a minh'alma feminina.

Isqueiê

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Nas encruzilhadas  e pelas passagens  no Norte de Minas,  assustando viajantes, quase todos os dias, Não sei se em assombração  tu realmente acreditas. Estou lembrando você  do Isqueiê pregando  cada peça em noite alta  e antes do raiar do dia, Cruz credo! Que agonia!... Vem! Aperta e esquenta  a minha mão que está tão fria... Por estes caminhos rezo por dez: (dez Pai Nosso e dez Ave Maria).

Iukê

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O coração é Iukê batendo na terra nas mãos dos Uapixanás do Rio Branco até o Rio Amazonas,  O ritmo te põe hipnotizado, pelas minhas danças embaladoras. (De todas as existências sedutoras, a minha é a mais encantadora). 

Ipupiara

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  Poeta que se preze é Ipupiara ocultado no rio da metáfora.

Placa

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Recordo uma época  que todo dono de sítio  sempre fazia questão  de mandar fazer  uma placa com dizeres  talhada por algum artesão, para status ninguém ligava, saber quando seria a próxima  reunião era o que se desejava. O que mais importava mesmo  era poder fazer no próximo  final de semana,  no feriado ou no aniversário: um bom churrasco.  Criançada era criançada, todo mundo se visitava sem ter medo de nada, Se fazia novos amigos sempre  de forma despreocupada, Os anos passaram,  e não me esqueci de nada.    

Disponível

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O meu coração não nasceu para o entretenimento, Não estou disponível  para aventura e nem passatempo, Que eu pague o preço  da solidão daqui há algum tempo, Será uma posição honrada  com lucidez e bom senso.  Até se rende ao apelo da vida quando se é jovem  seja por fora ou por dentro, Não que me sinta no fim da linha, reconheço onde devo  estar e com quem mereço.  Seguir essa direção é essencial  para manter interiormente o frescor, o sorriso no rosto, o brilho nos olhos, e vivos todos os meus sonhos..., Estar na hora e na companhia errada pode colocar todos eles numa rota  arriscada, e possivelmente sem volta. Que ainda esteja noite e a chuva caia, não permito que nada me distraia;  Confiante que tudo passa e na madrugada, forjada para ser destini sem rendição.  Comigo sempre é assim: é tudo ou nada.

A tua escolhida

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O teu jeito observador  entretém e seduz, Os meus cabelos alcançam  o Estreito de Ormuz. O que gostaria mesmo  é que os meus sonhos  tocassem o seu peito, E entre nós se abrisse uma generosa passagem, Porque não quero ser  espectadora da paisagem. Não penso contar miragens e tampouco contar com oásis,  Desejo ser a tua escolhida inequívoca para habitar a tua dulcíssima paragem.

Meu céu cheio de estrelas...

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Nunca tive a intenção  de ultrapassar nenhum limite,  mas você abriu  e deixou a porta entreaberta. Permaneci em silêncio,  mal tentando falar como antes. Acho que, condenada a esperar  em "O Dia em que me queiras   não estarei mais em suas mãos,  e apenas meus poemas  à la Gardel permanecerão.  Meu  céu cheio de estrelas...

Rodeio, toda amorosa

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O céu do Médio Vale do Itajaí  todo vestido de madrepérola  para receber a Lua Crescente Gibosa, A minha Rodeio, toda amorosa, presenteia com tranquilidade  gentil e paz acolhedora -- Para você reservo a poesia  mais sublime e encantadora. 

Rota para o coração

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O Hemisfério Celestial Sul se enfeitou de madrepérola  para o Pico do Montanhão, Na bela cidade de Rodeio  tens a rota para o coração.

Passarinhos

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Alma e coração  criados bem feitos  como passarinhos  [Poemas sobre fios].

Verbena-vermelha

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Baixo o Hemisfério Celestial Sul, uma coroa e um ramalhete feitos de Verbena-vermelha, a ataraxia constrói fortaleza  de fogo e vento para preservar  o melhor que guardamos  da nossa amada América do Sul. Para que não convençam  com simplificações e falsa episteme, não tenham nenhum acesso ao paraíso que sabemos onde, e somente nos interessa - sem pressa. Desde que nos conhecemos, sentíamos que todos os caminhos, iriam nos levar a nós mesmos, tentamos nos enganar o tempo todo, e ainda fazemos de conta que  não vem acontecendo conosco, não vai levar mais muito tempo,  para vencer o encabulamento, para dizer que ao amor nos rendemos.

Lágrima-de-rainha

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Tens a total capacidade de acender as luzes das cidades e o céu da América do Sul com tuas fogosas vontades. Mesmo sem a tua companhia, por dois faço as festas de abril com a sutil Lágrima-de-rainha magnificamente eflorescida. Não me importo com o que falem, nem tampouco com o que pensem; em mim há montanhas e vales que não permito que adentrem. As forças do tempo e da Natureza me pertencem, porque sou poeta; o que é de relógio sempre perece — como sou de amor, ninguém esquece.

Rodeio Romântica

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Lua Crescente confidente  sobre a Mata Atlântica  do Médio Vale do Itajaí, Nesta Rodeio romântica, com as cores das luzes  e toda a inspiração  entrego poemas de amor,  mesmo sem você pedir: Para quem sabe um dia vir a fazer você sorrir. (Quero ser o destino  para onde elegeu seguir).

Tête-à-tête

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No Médio Vale do Itajaí  a Lua Crescente aqui ao alcance da minha mão, Na minha querida Rodeio, estou no seu coração. No teu bonito olhar  tenho versos de luas para me inspirar no Poemário Rodeense, No tête-à-tête entre  a gente vou contar.  Sem hora para acabar, juntos de luar em luar, Seremos a poesia  deste vale a se espalhar.

Quem não me achou

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Se a até a Lua Crescente  suspensa nosso céu  do Médio Vale do Itajaí  poeticamente encontrou. Quem não me achou aqui em Rodeio,  é porque não procurou. [O Poemário Rodeense é somente meu, e foi ele quem te capturou].

Beijos de Romã

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Vim pelos seus beijos de romã, abandonei a rota vazia  E decidi estar sob o domínio do seu amor, Só uma vez na vida Senti algo que ia além da poesia. Para guardar os lábios caso eu volte? Não. Não há necessidade de guardá-los, pois ainda não cheguei na realidade — prevejo a nossa proximidade. Quando vier, não voltarei, e se eu tentar sair, você não vai me deixar. Porque juntos caminharemos em todas as estradas: Nelas ensolaradas ou enluaradas, descansaremos, desejaremos, intensamente nos amaremos: avassaladoramente.

À Mary Shelley

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Quando o ódio acampa, não se esqueça que para tudo sempre existe esperança. Deus nos ergue das profundezas  e da condição aberrante existencial de criatura, creio n'Ele de maneira profunda. Repudio existencialmente  a máxima literária que um dia  foi escrita por uma pluma sofrida: "El corazón humano es un ángel caído". Mary Shelley, lado a lado,  com a morte teve convívio, e com ela escreveu o seu destino.

Travessias Quixotescas

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Não tenho dificuldades para ler o seu silêncio  feito de Oceano Atlântico, Sei que reserva para mim o seu coração romântico, o seu nadir e o seu zênite.  O poético vocabulário  feito de asas do Condor  toca como flauta andina  a Via Láctea com poesia, Tudo meu cresce em ti de maneira inequívoca. Não há como negar  que sou o inevitável  construindo uma fortaleza  imensa e imparável, Cada palavra de beleza  e o que a sabedoria aplica. Tu me ama nas alturas, sem distância e com coragens, A palavra entre nos afina, cada astro no rumo se alinha, e a vida cada dia aproxima, pelas linhas certas e tortas pelas travessias quixotescas através de Deus que sinaliza:    “A pluma é língua da alma”.

Ao Poeta da Aviação...

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  Numa noite sem igual,  tocando com as mãos  o Hemisfério Austral na Praia do Campeche, em Santa Catarina, desejo estar na sua tão doce companhia. Relembrar quando toquei o seu coração, render homenagem  ao poeta da aviação, e permitir que invada sutilmente a sedução. Ter a confirmação  ao olhar nos olhos, e ler no teu sorriso lindo entre os lábios  o verso tão sonhado: “Só você terá  estrelas que sabem rir”, Sem dar uma só palavra  fazer o instante festejado pela fiel certeza do amor de vez ter nos encontrado.

Biblioteca do Sentimento

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Com a constelação de palavras, o silêncio cortante e ausência  tenho escrito rotas inusitadas.  Não faço ideia se vou alcançar  o seu amor raro em tempo, mas não posso deixar de confiar.  Facilmente de mim não irá se livrar,  porque nasci poesia absoluta  feita de enigma fatal a te desafiar.  A nossa maior viagem está sendo  por antecipação do lado de dentro, temos os gatilhos do pensamento. De tanto etéreo e sensorial escrever,  virei a biblioteca do sentimento: esquecer nunca será mais a opção. Com a minha pluma mais amorosa  construí na sua alma e no seu coração: o meu Império como sagrada habitação.

Conjuração Carioca

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  Surgiu a Conjuração Carioca entre a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, como resistência intelectual à prova de espada, sem hino e sem nenhum símbolo: apenas as ideias de Pátria, nas entrelinhas, como respiro no seio da Sociedade Literária. Trago em mim um pouco da Inconfidência, destas conjurações e de tantas outras revoltas que foram as primícias para a Independência definitiva do inferno da metrópole desalmada; a liberdade de pensamento foi o caminho para a Pátria libertada. A Conjuração Carioca deixou o legado de enfrentamento como prova além do tempo: que prisão, tortura, exílio, espada na mão e perseguição não puderam conter a vontade de libertação, quando uma Nação decide viver o seu próprio caminho; mesmo que nos matem em vida, e sigamos vivendo como se tivéssemos morrido.

Poemário Rodeense

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Emoções com a sinuosidade  do Médio Vale do Itajaí, O silêncio é a minha música  favorita e a passarada  faz a adorável companhia.  Não fui na Vila das Letras, porque me perdi entre poemas, Fiquei entre eles distraída  entre sóis e minhas estrelas.  Embora não revele, inteiro és, todo o Poemário Rodeense; Por enquanto, secreto, e cada verso tem sido feito  para falar de nós por inteiro.

Girassóis-silvestres

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Rostos bonitos perto do seu,  não provocam fascinação,  Murais de rostos femininos  não substituem o meu; Porque tenho aura, coloridos  e segredos finos não compartilhados. Do seu coração fiz o mural favorito para que o meu rosto  nunca seja esquecido;  Sei que me ama e está cada dia  mais apaixonado pelo destino  que nos fez de vez encontrados. Tudo o que trouxe leva  o aroma dos girassóis-silvestres  das nossas Américas; a tranquilidade das aves em voo absoluto em liberdade e o amor franco de verdade.

Conjuração Baiana

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Um sinal para sacudir para longe  a brutal colonização, um único búzio preso no pulso,  na roupa ou no cordão, Era a mística da fraternidade  pulsando no coração. O sonho era de liberdade  compartilhado entre alfaiates, soldados e intelectuais, Em nome da igualdade  que ainda tanta falta faz. O caminho foi aberto e sagrado  com o sangue dos seus mártires, Que entregaram suas vidas  para a Nação se livrar dos algozes. Mártires que se deram para que  pudéssemos sonhar e poder, e a autodeterminação a Nação deter. Se tivesse que eleger, sem dúvida, elegeria por parentesco e mística:  a Conjuração Baiana como luzeiro  da Independência na constelação, Porque nele mora o espírito inquebrável  que orienta do Chuí ao Caburaí à União.

Flor do Gravatá

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Parte de mim é Kaingang que colhe a flor do Gravatá, Que aprecia este saboroso abençoado e bom Fuá, e não toca se não precisar. A outra parte é Gravatá  em flor vestida de cor  nascida para conquistar  você do jeito que for.  Diga aos quatro ventos,  por toda a Santa Catarina:  - Que deseja ser o calor, e todo o celebrado amor!

Gravatá

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Com a exuberância do Gravatá que floresce em abril,  Existe uma festança que não permite ser o que não sou; Com o olhar voltado  para a estação eu estou.  Feminina, arraigada e devota ao que é da minha terra, Não preciso de enfeites  porque minh'alma amorosa o Hemisfério Celestial Sul  com orgulho secreta.  Pequenos jardins não tem a minha mínima afinidade, Só me encontro onde há  floresta em liberdade, na beleza que se discreta  com plenitude e serenidade. 

Ouro Verde

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Pelas mãos e fortaleza da gente  do campo do Rio Grande do Sul e do Vale do Rio do Peixe foi erguida, assim começa a história  da cidade que é toda a minha vida.  Depois da Guerra do Contestado  passou a pertencer à Santa Catarina, fundou-se a história de Ouro Verde  plenamente no Oeste Catarinense, e aqui vivo orgulhosamente. Ouro Verde fascinante que leva  esse nome graças aos pinheirais  e a erva-mate em abundância, que fascinaram este povo,  e o meu coração tem estância  cheia de beleza e romântica.  É nesta cidade que tenho a fé, o encontro com ou sem festa, os sabores que sempre animam, tudo na vida o que interessa, não me vejo fora deste lugar: este é o meu recanto de morar.

Sene-do-campo

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O florescer da Sene-do-campo encontrado nas altitudes, nas bordas das matas  e nas beirinhas dos rios  do Sul e de Santa Catarina, bordam a vista com  o sublime fio da alegria.  Sob medida a Sene-do-campo que pode ser cura,  e também toda poesia mesmo poucos dias  para a despedida de abril, tem gente que ainda  não conhece ou nem viu. A liberdade que importa não é aquela que  me faça ser para o mundo, e sim aquela para viver  entre nós o profundo;  sendo como devo ser, sem olhar para trás  a sua valorosa mulher. Tal qual a Sene-do-campo em flor que é apreciada  por quem sabe o seu valor, assim sou e serei em flor a habitante do seu rio de amor.

Ouro

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Sentir a brisa do Oeste Catarinense  sempre que cruzar a estrada, Não esquecer da resiliência  da imigração italiana; do que Nossa Senhora mostra,  e jamais nos engana. Enlevar a memória da sobrevivência do Vale do Contestado,  das lavouras às criações; Viver de sol a sol com o peito apaixonado pelo povo, e festejar com quando  chegar a Festa do Colono.  Sob a benção do Rio do Peixe  lembrar que um dia foi Capinzal,  e se ergueu como Ouro; Banhar-se nas águas termais  valiosas como um tesouro, e derreter-se de orgulho.  Agradecer constantemente  por ter chegado, nascido ou escolhido neste lugar  viver n'amplidão das aves a voar, que é todo feito de beleza, para amar, respirar, serenar  e com tranquilidade para morar.

Tulipa Selvagem

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Deixar-se levar pelo tempo onde os homens olham  para os relógios não desafiam, porque fazer o refúgio  que protege o sagrado, o paraíso e o profundo, faz das vidas dos impérios  não mais serem as mesmas, é mister abrir as tais fendas.  Permitir que os sonhos  deslumbrantes incendeiem  sem deixar que se extinguam  à guiar-se pelo caminho  que as estrelas conhecem, e iluminam o único exército  que se curva diante de Deus. Faça Sol ou faça Chuva, ciente de que sou  a que é total fora da curva, sem temer nenhum abismo, no teu peito escrevi o destino, que nós não podemos controlar; a florescida tulipa selvagem  em todas as estações de amar.