Vento Pampeiro
Como quem de cima do seu próprio cavalo, enxerga o chão sagrado que o abriga e sustenta, Vê tudo com clareza, incluindo a vil vileza, Com toda a sutileza, espírito de galpão e tropa e chimarrão na mão. Não nego a herança filial do vento pampeiro que ninguém controla, De Sul a Sul balança o ipê-roxo-de-sete-folhas em preparação, em maio, para a sagração da absoluta floração. Das raízes ao coração, fincadas as origens com apego a este chão, Carrego alma briosa de Sepé Tiaraju, que não permite que a História sofra mais alteração. A herança de qualquer povo ninguém retira, independente de quem ali guia, porque, gostando ou não, quem manda passa, e o povo fica.