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Mostrando postagens de março, 2026

Rio Itajaí-Mirim

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Nascer potente em Vidal Ramos e na sua foz em Itajaí encontrar  o meu Oceano Atlântico Sul, É o curso do Rio Itajaí-Mirim que enleva razões para mim: borda sentidos e rega a vida.  Sem o nosso amado rio  é só partida, e logo garrida. O Rio Itajaí-Mirim eu sou, e ele obviamente é para mim, que sou filha da Mata Atlântica praticamente desaparecida. Até quando a poesia azul  da amada Santa Catarina, pelo Rio Itajaí-Mirim falo, canto, reclamo e declamo, Porque eu preciso mais dele, do que ele precisa de mim, Sabe-se que existe um tipo  de gente que não pense assim.

Canela-amarela

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A explicação que desafia, e que só ao amor se aplica; É primavera que não passa,  e não passará despercebida. O desejo de trazer mais cor  à nossa vida, a aliança divina. Unida com as auroras outonais no meio do nada, e iluminada; A Canela-amarela, a mente  e a alma em plena revoada. O apego e amor ao chão, o coração, a nossa paixão. Sem dizer sequer uma palavra, do teu coração feito para o meu, Há estrelas em nosso céu, e a inefável mútua devoção fiel. Antes de chegar, quem somos, nós dois bem sabemos; Que não há nada capaz de fazer com que nos distanciemos.    Somente a maravilha dos beijos, é capaz de fazer com que calemos.

Canela-preta

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Anunciada a estação  do amor profundo,  Estou rendida do modo mais encantador,  Leva-me com o teu passo de bailão  animado pelo salão.  Sou o amor surgindo em tempos de floração  da Canela-preta, a cada dia mais ausente, suficiente, persistente, sublime e intensamente. Além das estações, e deste outono discreto, Um para o outro  se tornou o Universo, Porque o mundo  e o agora nos pertence sem mais nenhum adiamento, e perpétuo há de ser  o mútuo encantamento.

Entre Rayleigh e Mie

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Tua sublime habitante entre Rayleigh e Mie, no Médio Vale do Itajaí, é imperativo não perder o destino que eu elegi. Do acender ao apagar das luzes de Rodeio, meu coração permanece sempre o mesmo: sonha contigo do aperto de mão à glória do teu beijo. O céu de Outono mostra seu tesouro a quem sabe ler a estação que nos acena suave, época feita para a aurora descansar. No Caminho dos Anjos tu haverás de te derreter, e ali encontraremos a hora de nos declararmos sem jamais olhar para trás.

Paz

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  A minha morada é a morada da paz. O meu pensamento é feito de paz. A minha Cidade é a Cidade da paz. A minha emoção é feita de paz. O meu Estado é o Estado da paz. O meu sentimento é feito de paz. A minha Nação é a Nação da paz. Os meus sonhos são sonhos de paz. O meu Continente é o Continente da paz. Os meus desejos são desejos de paz. O meu Hemisfério é o Hemisfério da paz. A minha comunicação é a comunicação da paz. Se qualquer pessoa ou circunstância for diferente da minha paz, a cabeça jamais faz. Não permanecerei por perto para que tenha acesso, nem darei sucesso a tudo o que não é de paz  Viver em paz a diferença faz, e o melhor sempre nos traz.

Ribeirão Rodeio Doze

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Roça de leve a vontade  em mim que moro  no Centro de Rodeio,  Vou sair para passear  neste cair da tarde lá no Ribeirão Rodeio Doze, Para ver a concisão  da Lua Crescente na noite com o nosso amor e a paixão. A Lua refletida nos teus olhos, e o perpassar dos sonhos  não ditos e as impressões abraçados pelas emoções  no imenso Médio Vale do Itajaí, serão vistos e celebrados, Porque nascemos para ser  para todo o sempre namorados. Tu bem sabe o que sempre  quis é o mesmo da sua parte, Destarte, a glória de discernir  e a una declaração de vontade, haverá de ser renovada  com toda devoção e lealdade.

O mesmo idioma

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A Lua Crescente sob Rodeio, ao iluminar o objetivo intrínseco de tudo o que se passa em nós, da natureza e da realidade, Com os teus raios ilumina  a memória inabalável de quem protegeu a profundidade  do julgamento daqueles que ignoraram a beleza de deixar-se  ser pássaro todo colorido ao longo da travessia até  chegar no Médio Vale do Itajaí. A Lua dos poetas infantes  e dos jovens que não desistiram,  depois de tudo o que passaram, Com estes raios tocaram  os sentidos como se fossem  de uma harpa quebrando  o nosso silêncio citadino, Os traços do Irredentismo  no jardim secreto continuam  mais vivos do que antes, porque sabemos quem somos, e da onde todos nós viemos. O Romantismo do teu peito  para o meu tem escrito  poesia, músicas e feito ritos, Sem emboras e sem medir  as consequências porque  o amor têm sibilado versos  de resistências e da possibilidade  de ser de correspondido, Sem dizer uma pa...

Jacarandá bico de pato

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Ascender os patamares  da real conexão requer o conhecimento da rota, das passagens do tempo do canoro íntimo que toca no auge do florescimento  do Jacarandá bico de pato. Tatear o etéreo deleite, descobrir a veleidade  e a provocante leveza em total liberdade, paz e com a intensidade  do amor transparente, que a estação certa haverá  de conceder para a gente. Sei que não é diferente do que passa contigo, ainda em recolhimento  mantenho o momento  em embalador cultivo, porque reconheço que não sou deste nosso tempo, embora no fundo seja mais simples do que aparento.

Ribeirão Liberdade

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Na minh'alma cabe todo  o Médio Vale do Itajaí, Moro numa bela cidade, onde reina a tranquilidade, em mim cultivo a paz  existencial de verdade.  Aqui no Centro de Rodeio com a poesia que elegi com tudo o que imaginei, vivi -- e ainda não vivi;  E com certeza viverei  intensamente e escreverei.  Porque em mim há tudo de Canário-da-telha  por todo este lindo lugar,  Até quando se junta  ao Ribeirão Liberdade  para alegre com ele cantar a esperança na imensidade. 

À Shanti De Corte, Milou Verhoof e Noelia Castillo Ramos

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Com a razão, o coração e as flores da coerência e da eternidade em mãos, ergo os meus tijolos de lamentos pela absurda série de sofrimentos. A Europa já não está sentada no touro branco com guirlanda de flores — e sequer foi notada. Os sinos dobram por vós, herdeiras, que não fostes protegidas nem cuidadas. Há tempos a Europa foi sequestrada. Não há sinal de vida dela, nem do touro. Tudo indica que pelos algozes,  foi por suicídio assistido ou eutanasiada, e o touro, torturado e sacrificado. Não vai demorar muito para que vós, herdeiras, sejais esquecidas pela elite depravada,  porque a direção da Europa há muito já não se entende a si mesma. Os princípios, a moralidade e os valores foram enterrados na mesma cova rasa, sob a indiferença coletiva e televisionada. Da minha parte não existe desculpa que me satisfaça da parte de quem vos  abandonou nos braços da morte, abertamente, na beira da estrada. Sob a luz do dia que a Europa foi executada, e a indiferença no território...

Poetisas jamais se matam

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Tenha certeza: poetisas jamais se matam.   Os andares das musas jamais lhes cabem.   Se um dia morrerem, é porque Deus quis que subissem ao andar das eternidades enfim.   Mas se Deus não quis, e mesmo assim foram mortas, é porque tentaram calá-las sem saber que poetisas partem, e poesias sempre permanecem,   --- para ecoarem ainda mais alto.   A consequência quando vem, inabalável vem a quem, chega com a colheita oculta, porque poetisas lidam  com a mais alta intimidade  com a alta noite escura, capazes de gerar sublevações, tempestades, libertações  e profundas revoluções.

Ribeirão do Salto

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Lua Crescente esplendente em pleno cair da tarde quente no Médio Vale do Itajaí, Que abraça com o seu verde a nossa amada gente, que tem espírito de festa, mantém firme a garra - e é resiliente, e que continua firme com memória, sonhos e suas raízes na História sem jamais desistir de prosseguir. Lua Crescente magnífica que ilumina a querida Rodeio onde poeticamente o Canário-da-telha está procurando no Ribeirão do Salto o seu ninho para ir descansar. No centro desta cidade é o meu lar, e é daqui que tenho muita história para recordar e escrevo no tempo, em prosa, verso e todo o sentimento que une rios para os vales renovar seguindo muito além deste lindo luar.

Tu és o sabre

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  Distante de ser perto de um qualquer, Você não é, e não quero que seja comparado com nada neste mundo; Não existem poesias  no Oriente ou no Oriente  que definam completamente  ou se alinham com a gente. O trapézio do imprevisível  não provoca intimidação, Porque com o fogo cruzado  nós temos intimidade. Do nosso Deus tu és o sabre contra o Mal e a injustiça, e nos meus sonhos  o trigal mais vasto de amor  que eu já tive notícia; Por isso espero e faço votos de render-me sem medida, e entre nós não haverá  a última dança nem despedida.

A Noelia Castillo

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Arte de Rosana Schmitt  No sé se estás más viva entre los tuyos, No sé se los ojos de otros por los míos tendrán tiempo hábil para salvarte, No sé si este poema te alcanzará. Solo sé que lo que tú sientes como problema, es el fracaso ajeno de quien cooperó para apagar tu estrella, que hicieron de su problema existencial el tuyo. El mundo a tu alrededor te ha fallado, Si yo pudiera hablarte, te pediría que te quedaras; aunque duela, resiste e quédate aunque solo sea para incomodar. Y si tengo la gran gracia de que o el milagro divino te alcance, quiero verte sana y salva para tu propia vida proclamar.

Terra em rendição

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Com a tua silente ternura sua existência tem altura  muito maior que a de Wakhan, montanha que desafia  o céu, o vento e as estações. Reluz um Pulwar de ouro puro nas tuas mãos que para mim hão de ser absolutas em tudo, Uma lâmina curva que não fere,  ilumina a escuridão adentro, A sua mirada, cravou perene  no peito a Charay poética, não como o aço frio e mortífero,  mas com verso afiado e doce. Fez arder um fogo sem explicação,  sem dor, sem ferida, sem ardor  que nem médico ou clérigo  são capazes de fato dissolver; Foi além do que eu ousava prever, conquistou meu território sem arsenal e com potência serena. Não por beleza que ofusca,  nem por força bruta,  nem por poder que impõe  — mas por conhecer de cor os "Noventa e Nove nomes de Allah",  um a um, como quem sussurra  segredos de Paraíso que foi  perdido revelando em meu ouvido. Cada nome era uma flecha invisível, cada sílaba um golpe indelével  e de graç...

Begônias

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Os ventos se encarregam do ciclo natural da vida, o Hemisfério Austral rege o continente destes povos, e o Condor zela a todos  na Cordilheiras dos Andes, não cabemos nos instantes. A Águia Harpia com a sua  total natureza territorial, cumpre a sua vigilância  nos vales úmidos e profundos  da minha América Austral, que é o melhor dos mundos. Onde nascem as begônias  coloridas, místicas e infinitas  que inspiram este coração  para dedicar as minhas poesias, que nascem, morrem e ressuscitam  neste voto renovado todos os dias.

Favorito

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Aprecio o silêncio porque nele moro no teu pensamento. Desde que comecei a olhar o espelhamento, amar-te nele foi fácil, és transbordamento. Com muito talento tu te mostraste, e que não é somente [um rosto bonito]; Percebo o fascínio e que tens gabarito para ser o meu favorito. Tudo passou a ser lido como um recado escrito pela cor dos teus olhos que nado como se fosse o mais distante dos rios. Neruda disse bem antes o que já estava escrito: «Gosto do silêncio desde que comecei, a amar-te nele».

Ribeirão São Pedro

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No Centro de Rodeio é onde eu moro,  e não próximo  do Ribeirão São Pedro; Te conto um segredo  o Canário-da-terra  no Ribeirão São Pedro  cantou diferente. Algo me disse que  para do amor  não ter mais medo, e tenho certeza  que ali nos encontraremos  sem nenhum receio; Porque com todo o seu carinhoso jeito, logo virá aqui em Rodeio.

A Catalina Giraldo

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 A Catalina Giraldo Conocí la historia de tu travesía, no nos prives de ti en esta vida. Si yo pudiera mirar tus ojos, con seguridad te diría: — Transforma todo este dolor en arte en esta vida que desafía. Solamente el arte puede ser el puente interminable entre la vida y la muerte. No existe nada más allá del arte con igual capacidad de conceder la interminable suerte de morir, renacer y hacerte viva permanecer. Arte de Rosana Schmitt 

O Araribá-amarelo

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O rio que vem de longe  e abastece a minha fonte.  O Araribá-amarelo cobre com flores a minha fronte.  Nós habitantes indeléveis  do amor e da paixão inoxidáveis.  Os pensamentos são iguais, e estamos construindo a paz. Não somos nuvens passageiras, não tememos travessias inteiras.

Na beira do Rio São Benedito

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Toda a poesia  tem há mais  de duas décadas  o melhor endereço, Mora no coração  da bela Rodeio, no nosso magnífico Médio Vale do Itajaí, sem precisar de elogio.   É Canário-da-telha cantando na beira  do Rio Benedito,  Tem algo de amor, e da querença de ser o que pelas estrelas  nasceu escrito,  e ser todo o teu destino.

Nos labirintos da atenção sentimental

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Busquei na sombra sob o Sol sem conta andar nos labirintos da atenção sentimental, Nos muros coloridos encontrei e desencontrei, Porque na verdade a cor que preciso está no olhar mais lindo jamais visto, e por ele o coração está completamente rendido.

Quaresmeiras e aleluias

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Confissões embaladoras com o afã de submergir, e abrigar na sua respiração, coração com o coração  no compartilhado silêncio.  Neste tempo talvez o mais  perigoso da nossa História, que pede mel nas palavras  por mais que a realidade  flerte com o cruel e o covarde.  Deixar por conta os intentos  das quaresmeiras e as aleluias, e encontrar sob a floração  da época os maiores motivos  para não apagar os sentidos.

Rio Itajaí-Açu

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  Não moro na beira  do Rio Itajaí-Açu, Moro no Centro  da cidade de Rodeio entre o aconchego das montanhas, que com o céu  me entretenho e a Deus agradeço.  Quando abro a janela  em noite calorenta,  É a brisa do meu  fiel Rio Itajaí-Açu  da minha vida, que a alma inspira, enlaça a terra,  e a pele refresca. É esta brisa que  sempre acalma, e meu rincão poético alcança, trazendo temperança.

Na companhia de Juana de Ibarbourou

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  O amor é perfumado, tem algo que desce  das montanhas na primavera  para defender sua terra.  Como um buquê de rosas  floresce em meio à guerra;  amando, juntos, eles possuem  além de todas as primaveras,  sem temer as noites eternas.

Ode às águas de Rodeio

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A cidade de Rodeio é cercada  pela graça e toda a majestade  dos gentis vales e montanhas, que a vida entrega, esbanja  o Rio Itajaí-Açu e por ele é amada, e pelo Rio Benedito a venerada. No nosso Médio Vale do Itajaí  é a cidade onde os ribeirões  São Pedro, do Salto, Liberdade e Rodeio Doze cortejam guardiões  com poemas de amor e eternidade.  E por aqui tudo tornam verdejante, os olhos absolutamente encanta tornando o coração mais amoroso, e com toda a devoção sutil acampa traçando a rota diária da renovação  nas águas do curso da esperança.

Guerra dos Sexos: O Conta-Gotas da Destruição

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A guerra antes de entrar sempre precisa cortar os vínculos afetivos, e tem por costume nunca avisar os seus objetivos, primeiro ela sempre elege destruir princípios. Arrebentar a sociedade, uma sociedade por dentro, é da guerra — o intrínseco —, que sempre vem de fora, para destruir o espírito e fazer um grande vazio. A guerra tem por predileção usar como crueldade tática o conta-gotas da retórica, para vir coberta com a vestal moralizadora e inconteste, para calar quem a questione. A guerra dos sexos sempre cai como uma luva no campo de batalha das narrativas, para induzir a destruir as mentes, os corações e esvaziar todas as emoções. [Se você ainda não entendeu o que está se passando, passou da hora de ir acordando.]

Rio Luís Alves

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Minh'alma Tapuia  feita de floresta, poética nas nascentes  livre nas cabeceiras, e nas encostas íngremes, com o coragem flui; Tudo teu me possui, mesmo que só a sua  imaginação retribui. O Rio Luís Alves canta solene o amor  pelas criaturas, e as absolutas  canções da vida, e dos gentis ribeirões. Sob o céu austral dedico muito mais do que versos e doces emoções, Para quem sabe estar  contigo nas próximas estações.

Semente de Imbuia

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A poesia que se escreve  é semente de Imbuia  que não é levada pelo vento, Brota e cresce no peito, enraizada no seu pensamento. 

A poesia se ergue...

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Quando as armas sempre se erguem, a poesia se ergue muito mais acima de toda a coragem que nem a morte, com sua brutal censura, extermina. Poesia não é sobre o que se escreve, e sim sobre o que se vive e morre sem medo e sem nenhum limite; é tudo, menos sobre o que se fere. É renascer em meio à destruição, o florescer sobre os túmulos de Gaza para consolar o coração de quem fica. É ter a coragem de dizer não à guerra contra qualquer nação e ao que encerra, e, por fim, é o que se escreve ou sente. Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski 

[Inteligências artificiais, seres humanos frugais].

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Não esqueço dos poetas  que foram para o paraíso, Homenageei os poetas  que merecem e estão vivos  e bem firmes no caminho, Para que surjam outros mais para reescrever o destino.  Enquanto as bombas  constantes caem no Oriente, O Ocidente permanece  obediente, cúmplice e silente, eu ofereço poesia prá gente. Diante da TV e uns e outros  com smartphones nas mãos, Vivendo como absorvidos à revelia permitindo o Apocalipse  de todo dia vive a tomar conta sem pedir nenhuma permissão, convido a não ficar tonto  com o nosso mundo em viração. Pela própria anomia um estão  se afogando sem perceber  que nada de fato foi feito, E tudo o que está ocorrendo, são poucos sãos que estão  fazendo neste tempo que está tudo se desfazendo. Porque nenhum cúmplice  dos Arquivos de Epstein foi  de fato pela Justiça preso, as leis de guerras tanto faz, e falar de paz ninguém quase se interessa mais. [Inteligências artificiais, seres humanos ...

Poetisa dos Astros

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Com seu nome de musa, paciência de santa e os cantos valentes, poetisa dos astros e da gentileza com os povos. Uma flor muito maior que este mundo, que com pluma perfumada cheia de esperança,  latino-americana sempre nos encanta. Traz sua alegria e sua atenção, que mantêm animada e com muita inspiração a vida para viver com emoção.

Renunciou à juventude

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Na primeira oportunidade tomei o Expresso do Oriente, subi no vagão do poema com nossa aposta ardente. Segue vigente o juramento, aquele amor sem esquecimento: que tudo nele tem o aroma do cedro do Líbano. No seu hálito se percebe o da flor de laranjeira, e assim continua sem limite perfumando o caminho inteiro. Levei na bagagem sutil os jogos finos do querer, para compreender aquele que foi fiel e deu a vida sem temer. Renunciou à juventude dourada por uma Nação inteira, entregou corpo, alma, mirada, e o coração pela bandeira.

Ele ama a Allah

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  Ele ama a Allah e ao povo mais que à própria vida; nele habita toda a poesia que a minha inteira suspira, de uma maneira invicta, fazendo das palavras a maior e mais fina joalheria. Filho do cemitério dos impérios, que vivo tentando sempre decifrar em seus versos os mais profundos mistérios, como se passasse a noite sob as estrelas majestosas no ponto mais alto de Cabul. Ele é todo feito de paz, e não foge da guerra; ele tem alma de primavera que embelez a minha e não conheço outro poeta que ame mais a própria terra, e sem que ele saiba, até que existo toda a sua poesia sempre me empresta.

Rio Itajaí-Açu

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  Do Rio Itajaí do Sul  e Rio Itajaí do Oeste, és heroico filho,  Teu nome originário  segue preservado,  Meu Rio grande  do jaó de pedra, que inspira e sacia os lábios da poeta.  Meu Rio Itajaí-Açu  que és o rio total  da minha poética vida, que no curso dele tenho toda a poesia para ser sentida, e intensamente vivida. Meu Rio grande  do jaó de pedra, Com o teu romance  torna esta terra  viva e verdejante, És merecedor infinito  de ser retribuído  por todo o amor  nas correntes que tu  escreves o destino. 

Muros do tempo

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Do Pico do Montanhão e por cada rincão  no Médio Vale do Itajaí, Tudo por aqui brinca, vem vestida de folia  e passear por Rodeio  para brindar a poesia  que ainda não li, e sequer não escrevi.  Não me preocupo ser lida ou esquecida, O que importa é que  a poesia foi escrita; Melhores sempre  serão os poetas que  virão depois de mim, É por isso que escrevo  nos muros do tempo. A vida com inspiração  e a cada nova ironia  pode ser lida no curso  do Rio Itajaí-Açu, tal qual a convicção  de que a melhor poesia  nunca será a minha, E sim principalmente  aquela que não escrevi.

#RetoLiterpo "La Poesia y El Tiempo” en tributo a Octavio Paz Fecha: 18-19 de marzo de 2026

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É um gesto simbólico numa dinâmica entre poetas de língua espanhola, eu ganhei este reconhecimento depois de ter participado na rede social X de um desafio em homenagem ao Poeta Octavio Paz, um dos maiores poetas da História do México: "Ven, yo te invoco, Hiereia, sombra de mi anhelo,  figura etérea, tú, que en el susurro de la brisa ligera teje las palabras que el viento arrastra,  dibujando en la penumbra la esencia de lo eterno... @FafaSchmitt  Musa de Delmira, arte y pasión, eres la luz que ilumina mis versos, el eco de mis sueños, el canto de mis penas, que haces danzar las estrellas en la noche oscura.            Hiereia galardonada: @FafaSchmitt  #RetoLiterpo "La Poesia y El Tiempo” en tributo a Octavio Paz  Fecha: 18-19 de marzo de 2026" Disponível em:  https://x.com/i/status/2034885459868811575

"Poetisa"

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  A minha identidade  não precisa de discrição, Porque chego sem  nenhuma permissão, Como substantivo enraizado, feminino e em eflóreo Pau-Brasil. Entre a vida e a morte, o paraíso e o inferno, Por norte e algo de sorte pelo instinto aberto, e plenamente definido. Entre a paz e a guerra, escrita no Universo, mesmo que há quem se sinta muito e decida,  Se sou ou não nada menos do que poetisa. (Porque qualquer coisa  há mais me torna menos).

O meu país não é seu

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Não quero saber  onde você nasceu, Se ama de verdade  o meu país --- eu amo o seu. Se vem até o meu  país em paz, Com paz retribuirei: Amar o meu país é a minha Lei.  O meu país não  é seu, ele é nosso; Trate bem dele  como não se  houvesse outro. Porque se você  se sente brasileiro, Para mim você  assim nasceu, e é irmão meu.

A rua em que me encontro não é meu destino

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Disparei as fotos pela janela da memória, Desci para verificar e pisar sobre o que restou da péssima História. Recorrerei ao descarte sempre que for necessário, Para proteger o sonho e não permitir ter um coração desiludido. A rua em que me encontro não é meu destino.

A memória, o instante e a profecia da semente e da flor do jacarandá

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Memória da flor do Jacarandá  A flor do Jacarandá  cai sobre a memória, A existência se desfia  e as estações desafia a trama da História, porque crê na vitória.  Com toda a sutileza  para que você venha  ser a minha a glória, a refinada paciência, e busco por excelência. O teu poder absoluto  desejo ter para sentir  a poesia da travessia, eleita para o jogo alto: a escolha da tua vida.  Instante da Flor do Jacarandá  O Jacarandá em flor  brinda e reverencia  com cor o esplendor  da aurora matutina. O instante não quero  ser para a sua vida,  Porque sou feita  para ser a preferida. A melhor emergência que pode ser escolhida, e que nenhum agora  no seu telefone adia.   Profecia da semente e da flor do Jacarandá  O sorriso que não te dá vontade  de dar nenhuma explicação  para quem quer que seja, A profecia deliciosa que não  sai por nada da tua cabeça. É semente e flor de Ja...

Quero-queros

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No Médio Vale do Itajaí  a chegada da noite, A vontade paira livre, o pensamento no Centro da Cidade de Rodeio. Reunida com a revoada   dos Quero-queros, A tão romântica balada  e a poética embalada emprestam asas  que retribuo silenciosa. Porque nos leio e possuo como quem aceita firme  o desígnio da primorosa  forma profunda e poderosa de ser o destino aceito.

Panteão do Irredentismo

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No muro poético "Viva l’Italia" ecoa mostrando vida própria a cada tentativa  aberta ou sutil de apagamento --- Emprestando a voz para quem precisa  levar ao mundo o conhecimento  [inconteste do seu sofrimento]. Da fonte do Guglielmo Oberdan ainda bebo e me mantenho, Com o espírito de Cesare Battisti,  de Fabio Filzi e Nazario Sauro, Reconheço não estar em guerra com quem quer que seja, mas não significa que não viva em mim a poética resistência. Do forte signo destas quatro forcas  reúno as inúmeras maiores forças para manter aceso no coração  o panteão do Irredentismo,  emprestado, persistente e vivo, para que ninguém conte outra  história quando cruzar o destino.  [Porque é do Sol e dos luares  do Médio Vale do Itajaí me ilumino].

Dieci Trentine

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A cidadania afetiva, para muitos, não se resume ao regresso à Pátria ancestral e à liberdade de ostentar um passaporte. É a volta para casa, mesmo que seja só uma viagem interior. Só quem sabe o que significa ainda ouve, mesmo inconsciente, o murmúrio do Rio Ádige cantando o outono da existência, para depois cruzar o Atlântico e virar um oceano de resiliência. O isolamento, a fome, a pressão do isolamento e os sons das execuções vividos pelas "dieci trentine" presas no Castello del Buonconsiglio; a transferência para a Áustria, para a desmobilização da resistência, seguem ecoando inescapáveis, ressoando profundamente no destino mesmo por uns desconhecido. Daqueles que seguem rindo e fazendo pouco caso, ofereço o meu cálice com dose de repúdio; e se passarem na minha frente, não oferecerei nenhum augúrio. Porque sei bem do peso geracional e me guio pela pluma de Luisa Zeni, que enleva a memória em evidência, para que ninguém nunca mais faça  zombaria da necessidade de outrora:...

Guglielmo Oberdan

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Sempre que quiserem retirar  o heroísmo da minha história, ou de quem quer que seja, Deixo-me iluminar pela chama do panteão dos heróis, Para que a glória e a esperança  nada nem ninguém jamais apaguem. Peço a iluminação e coragem do espírito de Guglielmo Oberdan, um valente garibaldino convicto, o protomártir do Irredentismo; Para recordar de onde viemos, pois continua vibrante e mais vivo do que antes e não será esquecido: [Que a forca nunca deteve o objetivo]. Com igual espírito do herói ainda jovem,  que com Garibaldi esteve reunido,  Os nossos ancestrais chegaram, se estabeleceram para [permanecer]; e unidos com amor e entrega  esta Pátria para viver e construir, Saiba que está para nascer  [quem ousará a História destruir].

Araraúva restauradora

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Lanço-me entre as auroras  sobre a Mata Atlântica, no Médio Vale do Itajaí, onde em Santa Catarina por aqui o Aracuã-escamoso se alimenta e se abriga.  Porque toda absoluta  a Araraúva restauradora  amorosa da terra e da vida  com raízes e suas cascas é que a inspiração se alia, e das pancadas da vida cura. Sempre que o mundo vier conflitar sem permissão, em mim a brandura perdura,  faz moradia com formosura  para manter a distância segura. De toda a rudeza e da secura, para não perder nenhum pouco a esperança, a sutileza e a ternura, enlevo-me ao encontro deste vale  que põe o meu coração na altura  para o que é sagrado se preserve.

Araribá-amarelo

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Diante do Araribá-amarelo repleto de frutos maduros  dos nossos pensamentos  que se complementam como o baile das araras que sob o Sol se cortejam longe das árduas batalhas, das expectativas amargas e das convergências adiadas. Fina plenitude de observar no espaço-tempo embalo  o que oferece para mim, mas que seja somente teu  trazendo de bom ou ruim, abre serena a rota segura  por onde devo ou não passar, e faz a revelação do real lugar. O diletantismo de não querer  o imediato é ímpar e par, e ilumina a melhor escolher para não se machucar; porque o importante é ser observante e caminhar sem nenhum receio de viver, por nós dois escolhi esperar. O que quero ou não quero  cultivando com grã clareza  para não perder a firmeza da escolha com certeza de escolher ficar ou deixar para se ficar ser a tua festa, e se eleger ser a saudade  que no coração a perpétua  nostalgia ladeando a cada  dia sem hora para terminar.

Araraúva

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De maneira inexplicável  um completa o outro, Tu me ocupa irresistível  todo o pensamento, e igualmente eu o seu. Ao nosso encantamento dou mais do que corda, Dançamos igual os tuins no vento da [real história]. Na busca dos reais frutos da majestosa Araraúva, Envolvidos pelos véus  do silêncio e da aurora: a convicção enamora.  Os sinais de completude a cada dia mais estamos  fazendo questão de mostrar, que iremos nos [aproximar].

LXXXIX

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  Quando Rodeio está em festa o meu coração também está, Por esta e por cada primavera a alma sempre plena agradecerá.  Feliz por viver aqui neste rincão  que tem o Pico do Montanhão diante da visão como inspiração. Por hoje e por cada festa que virá  nesta terra onde a poesia perdurará.  A beleza primeira que sempre enredará.

Guararema

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Em tempos de floração sutil da Guararema do destino, o teu cerco irresistível tem sido o meu fascínio. No hábito e no silêncio  contigo tenho tecido  tapeçarias para o paraíso  que temos construído. Nas tuas luzes e sombras em todas tenho afinco: assumo que não te resisto. O teu brio afiado e tranquilo  põem o meu peito rendido,  ocupas o meu ser com domínio.