Muros do tempo




Do Pico do Montanhão

e por cada rincão 

no Médio Vale do Itajaí,

Tudo por aqui brinca,

vem vestida de folia 

e passear por Rodeio 

para brindar a poesia 

que ainda não li,

e sequer não escrevi. 


Não me preocupo ser

lida ou esquecida,

O que importa é que 

a poesia foi escrita;

Melhores sempre 

serão os poetas que 

virão depois de mim,

É por isso que escrevo 

nos muros do tempo.


A vida com inspiração 

e a cada nova ironia 

pode ser lida no curso 

do Rio Itajaí-Açu,

tal qual a convicção 

de que a melhor poesia 

nunca será a minha,

E sim principalmente 

aquela que não escrevi.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Guglielmo Oberdan

Pitangas-pretas

Manduí