Camboatã




Junho de divino desígnio 

que floresce com o camboatã

que alimenta as aves e as abelhas,

que trará para nós o destino

que eu desejo quanto tu desejas

com carinhos e suaves maneiras.


Sem flertar com ilusões baratas,

ofereço a verdade, o sonho

e o romantismo raro de quem anseia

o desejo em toda a sua intensidade,

o baile de posse, a elegância

do brinde e da condução firme.


A postura compenetrada

há de ruir como impérios

diante das tuas mãos,

rendida em fortes tremores de seda,

embalada pela tua existência e ventania

que espalha fogo lento

e torna incendeia a platina

da veneração em perpetuamento.  


Sinta a voz poética e a respiração

descer pela tua tez,

rompendo o protocolo

enquanto a sensatez acende

os luzeiros austrais —

eco do chamado ancestral

pela união da polaridade fundamental.


Mais que memória, cúmplices do tempo, 

que exige total reverência diária.

Assumiremos o pacto de amor e sangue 

ferventes e nos faremos consumada pátria:

território indivisível, indissolúvel,

porque não há como fugir do que é inevitável.

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