Ipês de junho




Tua pele de sal, sol e amor

torna quente e polida,

a minha pele de mármore

na rota da seda para o frenesi.

Carícia que ao desatar

a alta sedução encontre

posição ao se encaixar.


Não, não vou passar,

porque campos em ti

fiz a jura de conquistar;

escalar já é a direção.


Por cada imagem de alta

voltagem sedutora,

sem culpa nenhuma,

manifesto ainda que

silenciosa que em você

fiz nascer a cultura.


Não, não vou parar,

porque tornei-me como

os quatro elementos;

e o impulso incontrolável.


Moram em mim todas

as mulheres brasileiras,

que o seu vício em seduzir

enxergava ser por

costume qualquer uma,

e agora não sabe o que

fazer com tanto amor.


Não, não vai dissipar,

porque em cada curva,

tu haverá de encontrar

o requinte floral de cada

ipê de junho a surpreender,

e selvagem, haverá de querer.

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