Tem coração que crê que virou de pedra e está trancado com chave, Na verdade sempre foi seda e está levemente fechado é com lacre de cera, para quando encontrar outo que o derreta.
Trazer o frescor e o manto etéreo da tal poética primícia feminina, por todas as direções e a tez escrita sobre o quê nasceu para ser eterno ou até mesmo ser incompreendida; É um risco assumido no Universo com o compromisso de ser o vento que o acaricia, os cabelos emaranha e balança as Anáguas-de-Vênus. Soprar outras sementes de flores multicoloridas pela perpétua estrada, sob o nosso Hemisfério Celestial Sul, Deixar que na sua aura despreocupada a Via Láctea cumpra o destino de tudo entre nós o quê pode vir adiante a ser. Prossigo como quem fecha em silêncio uma carta íntima com o selo de cera com a inicial do seu próprio nome: Para que não me tire mais da cabeça, e não abrir brecha para que nos esqueça.
Buscar inspiração na primícia da Azulzinha que com discrição em Agosto floresce, Devagar ganhar o coração de um jeito que venere com constante gamação, Ser o plano de fuga do mundo e o amor em renovação.
Constelações de siníngias florescem no percurso, Multidões de sensações e envolventes convites andam sendo planejados, Os corações gamados não vão permanecer por muito tempo calados. A inevitável glória do amor e as rédeas do destino estão ao alcance das mãos, dos passos e do caminho; Palpitações e cintilações já alcançam de longe marcos e celebrações antecipadas por percepções. As cortesias que já ocupam as recíprocas certezas, os festejos que brindam românticos do lado de dentro ainda que em silêncio o amor terem os encontrado, são sinais que a distância não tem mais nenhum significado.
Apreciar o balanço das Macaíbas, colocar o descanso sob o céu austral, e serena caminhar. Permitir a tempo parar e colher uma Zínia a teus pés, e entrecruzar olhar, para ler o quê tens para revelar. Confiar no Universo, da colheita fazer um amável doce, e decifrar sem pressa o quê nos trouxe. Não se preocupar com os cânones receitas prontas ou ligar as pontas, deixar livre o agir do que está porvir.
Não existe nada em toda a Literatura que chegue perto da candura dos teus olhos feitos de mar, de amor e que cobrem com dulçor. Não canso dia e noite de continuar a cobiçar, Neles moram tudo o quê é melhor que esta América Latina é capaz de abraçar e nos embalar. Sentes de longe que sou como a florada de Manacá-de-cheiro espalhando o aroma no ar, Algo diz que tu és verdadeiro, risonho e sedutor querendo o quê eu quero me enveredar. Algo diz que preludia o melhor sem medir as consequências, porque não queremos conquistar somente apenas por conquistar.
Ninguém se mata porque quer, e sim porque não encontra apoio, sentido ou até mesmo saída ao redor, Não é incomum viver cercado por gente sem valor. Como eu só tenho dois ombros, o quê posso ofertar e a minha poesia para quem precisar, Posso provar que a poesia existe para quem se dispôr a procurar dentro de si quando tudo faltar, para contra qualquer corrente vir a nadar. Para quem quiser respirar e não deixar nenhuma pressão dragar, Há muito o quê fazer e se necessário for incomodar. (Porque o importante é não parar).
Dentro da tua mirada construí o meu domínio, Não desejas mais nada a não ser o meu sorriso grudado no seu sorriso, E que tudo leve a ser um para o outro o destino. Sob a sublime dança do florido Angelim-preto pude antever o segredo, Se tornou o imperativo abandonar o meu medo, Em nome do inequívoco que merece ser vivido. Em ti criei raízes, razões e também criei flor; Sem nenhum mistério sou o teu divino amor; É só questão de tempo os passos e o rumo coincidirem por onde for.
Como um Beija-flor busca pelo néctar da Esponja-de-ouro, Não dá para evitar aquilo que também está desejando que vai muito além da amizade que já existe; É sobre mostrar o quê rosto não consegue mais seguir disfarçando: o amor que vem todos os dias se revelando, e em nós se emaranhando.
Flor-de-Santo-Antônio em florescimento com todas as cores atraindo borboletas e os beija-flores. É algo muito parecido com o quê há de afetuoso, e com tudo àquilo que levamos pelo caminho. Com o maior do pendores, assim é o amor e a paixão nos fazendo senhores.
Enquanto os homens semeiam guerras sob o céu austral, Os ipês florescem esperanças em agosto, Não há quem viva sem cor e sem sonho, A paz com as mãos com convicção tomo, e dela me coroo e trono.
Estar sob o florescer da Aroeira-vermelha, aprender a caminhar sem deixar-se convencer que o amor romântico não nos vale a pena. O amor romântico não rima com dor, e sim é a régua real que não tem nada a ver com a opinião alheia, e segue a nos socorrer daquilo que nos pesa. Viver sem idealizar o quê se quer é privar-se do direito do sagrado de sonhar, e subjugar-se a viver de qualquer maneira se deixando dragar pela pior decadência.
De corpo e alma aquilo que resiste inegável tem tudo de Mata Atlântica, Sobrevivendo forte e romântica. O cesto repleto de Coco-Indaiá, a inspiração aqui comigo está, Para fortalecer e nada abater. As folhas cobrem os ideais que conferem proteção aquilo que importa realmente ao coração.
Por força do destino onde por oito estrelas têm a sua régia orientação, O Deus da Guerra perderá a sua orientação; Porque foi ali que a Virgem deixou a relíquia nas mãos do Cacique Coromoto e dele obteve a conversão, Ali a Via Láctea é mais visível, e nasceu lugar de pacificação. (Por mais que uns desejem que não).
Não permitir que ao redor nada embruteça o seu ser, Para que nada leve a esquecer o quanto é belo e sagrado o berço que te viu nascer, E que nele por razão nenhuma ninguém deve tocar; Lição inefável de fortaleza com a Sapuva se deve aprender do nosso solo amado manter, e sempre que preciso for refazer.
Não cultue o ego e nem se sente com quem cultua, melhor plantar uma Sete Folhas. Não espere nada nada de ninguém, A real salvação só de ti provêm. A despreocupada Sete Folhas em flor em agosto diz tudo que por onde for, assim se deve viver. Não pague para ver, e sim eleja viver, Não se aventure onde não tem domínio.
De sabor incomparável os abacaxis são nativos do Sul da América do Sul foram por mãos guaranis cultivados e espalhados, Deixando memórias e paladares encantados. Não é à toa que admito que neste continente tenho inspirações do nascente ao poente. Em mim vive sempre a vontade de render todos os dias uma grata poesia diferente, dar graças a vida por amar intensamente belezas, sabores e perfumes que fazem o mundo todo de nós morrer de ciúmes.
Não permitir que nada e nem ninguém tenha poder sobre ti em nome da sua própria existência, aconteça o quê aconteça. Seja indestrutível e floresça sempre por dentro, enquanto a Sibipuruna floresce determinada lá fora e não marca no relógio a hora. Não desista por nada nem ninguém em nome do amor de quem te adora, e se não houver ninguém, que venha ser por você mesmo, porque é o quê para ti desejo. Além de agosto que se cumpra com tudo o quê há de mais afetuoso, e que o caminho grandioso se abra e permita serenamente o seu florescer maravilhoso. Quando fores pelo caminho e perceber que faltam flores, não espere e nem pense duas vezes: seja você mesmo a sua primavera que nem mesmo aplauso espera.
Levo os guerreiros das nuvens nas veias, O espírito indomável de Kuélap erguida, Chachapoya intocável na minha memória, A minha melhor boneca sempre foi a andina, Nasci sul-americana e tenho orgulho de ser latina.
Fechar os olhos, contigo deixar que me conduza para Chan Chan. Ser toda tua no dia de Ni, e na noite de Si: o acalanto para ti. Simplesmente contigo deixar que me conduza pela herança Chimú. Neste tempo que pede fortaleza, e exige de nós só: o quê a alma serena.
Percorrer uma estrada Wari de mãos dadas em direção a Via Láctea, Não querer mais nada na vida a não ser tudo que tudo aquilo que enleve e coincida de maneira infinita no ritmo do Universo a viver a história romântica mesmo que tentem nos convencer que isso não mais exista, Porque sabemos que não existe outra melhor coisa na vida.
No subsolo das ideias meditar a profundidade do ideal de lidar Paracas com a imortalidade, A tempestade de areia de nós se aproxima, O tempo passa veloz para quem desorienta e não valoriza nada: Eis a essência natural da verdade indomada.
Adobe sob Adobe com a força Moche se reconstruir, confiar em Ai-Apaec no caminho a seguir. Aprender a elucidar esta cosmovisão para entrar em conexão e discernir o quê é de caos daquilo que é de ordem. . Seja em noite ou dia de céu aberto nas Huacas do Sol e da Lua ter ao alcance das mãos tudo o quê nos aproxime do Universo e o sublime.
Se pudesse pedir algo ao firmamento, pediria de joelhos, que o trajeto esteja escrito tal como Linhas de Nazca apontando o infinito para que o amor em paz seja percebido, para que não seja desencontrado e perdido.
A três capitanias a nossa amada terra de Santa Catarina ela as pertenceu, depois foi o último nome que permaneceu. O meu coração canta como uma Araponga, amar-te a cada dia mais é a interminável poesia do nosso destino porque és bela e digna. Minha Santa Catarina na terra na água e no ar, e escrita na Via Láctea, aqui é o generoso lar não desejo outro lugar nesta vida para morar. A minh'alma de Imbuia é feita sob a luz do Sol e também da Lua, sempre ao Bom Deus por esta terra agradece todo o dia em prece.
Algo de fé Chavín ofertado diante Lanzón Monolítico, Entrego e prossigo reunindo a Natureza e o infinito ordenado do desígnio aceito, Para que se embale e floresça a pacificação trazendo transformação.
Esculpidas no interior as Vênus de Valdivia para cantar o amor sempre que for preciso, Embalar o espírito, a mente e o corpo, Para abrir o caminho coincidente para que o melhor e o irresistível brindem com a gente, Crescente tem sido infrene o desejo por este encontro com o quê há de inevitável avassaladoramente.
Quem é Pai presente em todas as circunstâncias tem o mesmo espírito de Sumé, que nesta Terra sem males deixou pegadas no Caminho do Peabiru, merece ser sempre lembrado; O seu legado é um ensinamento que todo o Pai é necessário, até para aqueles que por alguma razão não têm o seu lado a lado.
Um canto ancestral com afeto nos oferto o profundo atemporal, a paz sem igual tal qual a paz de Caral; A chama sagrada ainda viva no coração de uma cidade inteira sem muros entre nós.
Sem reconciliação nada é possível, A vida por si só já é muito difícil. Pensar diferente é de direção existencial, O quê a gente tem aprender mesmo é a conviver. Quando não for possível a leveza de ser, Crie para si um mundo paralelo para proteger o seu próprio equilíbrio. Não permita que ninguém acabe com a paz do seu sorriso, No final quem te salvará é o seu heroísmo. Por isso se permita a escuta também Apinajé, ora com a Lua e ora com o Sol seguir plantando as tuas cabaças, Ter alma de chuva ao encontro da terra e da águas.
O brilho do olhar que veste, envolve despe e declara que no teu coração já tenho endereço; e alcanço muito mais do que apreço. És igual a sorte de quem encontra um lindo Uirapuru cantando na mata; logo não será preciso dizer mais nada. Nossos lábios bem rentes nos guiarão com amor, paixão e desejos sem nós intermitentes. Não és uma lenda, és realidade plena, que empolgada me leva facilmente.
Do alto do Jequitibá recordo os presentes, o mel e as canções de Vanuíre para aproximar sentimentos e emoções, Deixar que o essencial entre nós permaneça, em nome daquilo que não vale a pena abalar, Se por acaso aquilo que não for para pacificar o nosso caminho cruzar, dele é melhor desviar.
Não esqueci das lágrimas de Potira por Itagibá, por isso coloco poesia em tudo na vida para diamantes encontrar. Em nome do jeito de falar assim te dou o poder da palavra para vir me encontrar e acompanhar, sozinha não conseguirei diamantes encontrar. Sempre que o mundo estiver em guerra, por mais que não seja fácil lidar com o caminho escolho não participar. Quem sabe que desta terra muito além de pés têm raízes, sempre opta em conviver; por amor uns não resistirão e nela está destinada a permanecer.
Kuandú e os seus sobre o Mulungu abram os meus olhos e iluminem os nossos sonhos. Nós somos temos um pouco deles por onde passamos, E deixamos luz por onde levamos. Com a escuridão não nos acostumamos, Com o tempo nômade sempre nos aliamos: a fé nos põe de pé.
Noite fria sob o Guapuruvu florido neste mês de Agosto, No meu destino com toda a poesia tenho escrito Versos Intimistas com afinco, Para quem sabe conhecer o teu amor em pleno gozo, e contigo tocar o infinito, De nós já é tudo ou nada, é coração, corpo e espírito, No nosso caminho o amor por si só já tem sido escrito.
A genuína liberdade de expressão depende da minha liberdade, e também da sua; da nossa escuta mútua, para não perder a noção, e nem abrir a porteira para uma discussão. Este acordo deve ser igual ao do tempo do fio do bigode, e entre nós deve estar acima do que está escrito; embora a vida hoje pede que dependamos de sinais e manuais. O giro ao redor do Sol anda em alta rotação, estamos em Agosto, viver também pede de nós contemplação, e sem perder a direção parar para apreciar o Guapuruvu em floração.
Não tive filhos por dois motivos: por falta de tempo ou porque Deus deve ter escrito algo diferente no meu destino. Não desencorajo quem quer ter, porque tudo tem a sua razão de ser. Há quem lembre por esta razão de Uadi, e comece a comer Pequi por crer talvez no Divino. Só me lembro mesmo é da Ciência por ser o conjunto de tudo que fez a gente chegar até aqui. (É sobre orientação e respeito).
Ânimo de Angoéra dançando com as moças na festa até o Sol raiar, É assim que te quero ver pelo salão da vida a rodopiar, Porque mesmo que tudo desafia, o importante é nunca se esquecer de cuidar da alegria, e sempre encontrar uma razão para festejar.