Calafate




Inelutável se render ao prazer da fauce

venérea da existência tumescente, 

etérea ao mesmo tempo é a entrega,

palha, fogueira e o embriagante 

nas mãos condutoras e adestradoras 

que me levam pelo alucinante.


O pulsional exultante nos pertence 

com maestria nos assuntos 

de liberdade oscular a libação 

em reciprocidade para lidar 

e aplacar a glória da sedução:

o magnético desde a primeira 

vez deixou clara a impressão. 


Não alcançar o que ativa o estertor

é o alvo para que a dança dure

fazendo morar no calamistrado 

dos meus fios brilhantes, hipnóticos,

e enrolados nas tuas carícias

de fortes nuances e impactos eróticos. 


Para que os desideratos românticos

ganhem pulsão e convictamente 

o Pacífico e o Atlântico se unam

na imensidão como tem que 

ser porque o amor que queremos,

dele somos feitos e merecemos;

é sem dúvida que para ele nascemos.


A lenda do Calafate ilustra a mútua 

conquista interminável por dentro,

e que o ponto de recomeço segue 

forte desde o primeiro dia crescendo,

Nas almas, nas mentes e nos corpos

implacavelmente se envolvendo.

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