Ingazeiros




Sanhuda para ser o teu abismo 

de flores nativas para que 

se perca com indomável ímpeto 

em plenitude em retribuição,

E me coloque em iniciação 

no teu pomar selvagem de adoração 

Evanescer por dentro e ser o ardor 

crescente em transbordamento,

o prazer lúdico e elegante,

​da cobiçança em chamamento

do desejo romântico e fúrio 

intrincados ao mesmo tempo.


Para não dar chance de escolha,

tornar-me a rebeldia mais louca,

e querer ter nas mãos as rédeas 

da sagrada intimidade perturbadora.


Assim para que meus beijos feitos

dos ingazeiros dos rincões distantes

da nossa América do Sul profunda

beije o teu corpo bonito e o cubra.

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