Florada da Caroba branca




Sob a fé como escudo austral

e a florada da Caroba branca,

Não desisti de ensinar a olhar 

para o céu a qualquer hora,

Pois a tranquilidade de outrora

faz muito tempo que escorreu 

entre os meus e o seus dedos,

sei quem desejam que colapsemos,

-- e nem amanhã acordemos.


Promessas e superioridade 

alheia não salvam ninguém,

Não cultive o amor ao nosso

chão só quando convém,

Porque eles só fazem algo

somente vendo a quem,

Alguns precisam entender 

que eles ignoram o nosso bem.


A asfixia da cápsula do tempo 

se repete implacavelmente,

estamos no revival do século XIX

por quem prega que pertence

o Hemisfério Ocidental,

sem pudor de repetir a fórmula 

atroz em Fort Snelling,

não sei o que se passa com 

os três presos da Oglala Sioux.


Mesmo que tentem apagar 

a graça de olhar a Via Láctea,

nada me impede de ler

a progressão que me leva 

do visível ao invisível, 

e do tátil ao espiritual - enleva,

o amor divinal que pode ser 

dito em letras, verbos e silêncios.

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