É Páscoa

 



Para quem sabe enxergar,

e esperar: o céu está aberto,

Mesmo que aqui embaixo

o tempo esteja fechado,

É Páscoa de peito indignado!


É dia de quem não consegue

ficar calado enquanto bombas

explodem sobre povos,

e a pena de morte se avizinha

sobre pessoas feitas reféns,

É Páscoa de resistência moral,

poesia e de consciência existencial!


É dia de lembrança para que

um deles tenha os seus territórios

desocupados mesmo que o prazo

imediato já tenha sido dado,

desde dois mil e vinte quatro,

É Páscoa de coração acordado!


Para quem sabe que é o bom senso

que aqui está falando se faz

necessário que um por um,

pelos agressores seja cada território

integralmente desocupado,

É Páscoa feita para seguir indignado!


Porque se territórios mesmo não

sendo os nossos, não forem desocupados,

todos os dias estão aí para ser lembrados,

que a Pax Romana travestida

de contemporaneidade segue assassina,

e não deve e nem pode ser por ninguém 

repetida.


(E sobretudo, é Páscoa de não se enganar,

e nem permitir que ninguém seja enganado,

a pena de morte na Terra Santa

e na vizinhança a cada dia avança um passo.)

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