Achachairú




Oceânica, aveludada, carinhosa

 e de madrepérola sardanapalesca,

A minha presença edênica nunca 

será desfeita dentro do coração,

Libidinosa, lúbrica, voluptuosa -

sei que no teu íntimo tenho 

o lugar preservado e intocável,

O concuspiscente e o insaciável 

se encontram com o pudendo

em estro diante do teu priápico.


Não há como negar que a nossa

fórmula gera uma combinação 

explosiva que nem mesmo o tempo

está a altura de alcançar e imitar,

Não nascemos para outro tipo 

de languidez que não seja pós vulpina 

por nossa plena vontade faminta.


Luxuriosos acendemos o céu austral

que dentro de nós vívido - ilumina,

Que condor só voa com condor,

somos a inquestionável prova viva.


No infundibuliforme o céu e o inferno

sempre nos unirá em nome da astúcia, 

da lascívia e da luxúria - imperiosas,

que reunidas se retroalimentam, testam 

e põem mortais à prova em todas horas.


Ínscios não somos - e ainda bem...,

tumescente, ebúrneo e desafiador,

sei muito bem que és e com andor.


O sôfrego nunca me desmobilizou,

e no fundo sei que por isso reino 

com absoluto fascínio no teu peito;

Sou o ser angélico, o teu beijo de mel,

o Achachairú maduro e a inspiração

primaveral que fortalece contra o fel.


(O teu primeiro amor verdadeiro).

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