Cereja-do-Rio-Grande




Eclipsar-te em cascatas de substantivos

porque na verdade quero é verbo,

Desafiar-te de todas as maneiras

no afã de encontrar o encaixe certo;

Para povoar, até quando você fechar

os seus olhos, e imprimir adjacências

e audazes fantasias com as minhas

malemolências atrevidas — latinas.


​Tangenciar-te e roçar a sua pele

com total devoção — e precisão,

para liquefazer-te nos meus lábios

feitos de Cereja-do-Rio-Grande,

cheios de amor, ginga e perdição,

até encontrar a sua doce rendição;

e colocar-nos plenamente em ferveção.


​Torná-lo fluido e entreter, como um

cavalo tropeiro confia no Pampa,

só com o meu magnetismo da pele

para penetrar em ti de forma preme;

E, sutil, acender a sede e a penumbra,

para com proximidade — absoluta,

confiar-me cada desejo recôndito,

cultivado pelo silêncio e velatura.



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