Cedro do Líbano



Das minhas mãos jamais 

sairão letras que provoquem

ou defendam caleidoscópios,

por conquistas de territórios

com base no emprego da força.


Os tempos não são mais 

os mesmos porque onde 

há a liberdade dos outros,

Não cabem guerras de aniquilação 

e outros tipos de sufocos.


O Cedro do Líbano partido 

por mim nunca foi defendido,

e jamais o será - custe o que custar;

Calar nunca será uma opção,

e tampouco o destino,

porque se o que é devido. 


Seja pelo tempo, repetição 

para causar normalização,

ou qualquer tipo de imposição,

Não haverá nenhum espaço

para tosco convencimento.


Tudo, do poema ao meu silêncio, 

têm vida própria e aclamatória,

Não há quem de mim saia ileso,

porque entre pausas há comunicação;

que nem milhares de exércitos tombarão.


<< Do início, meio e ao final,

somente a paz estabelecerá reino,

quer queiram ou quer não. >>

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Prisioneiro Infinito: Muhammad Rahim

Guglielmo Oberdan

Pitangas-pretas