Laelias de outono




O firmamento do céu de abril

ilumina para demonstrar que

nem sempre é regra ou flâmula 

de deterioração o silêncio 

mesmo diante do que é grave,

A bondade e a tolerância

não são diferentes de tudo 

o que têm os próprios limites. 


No final tem mesmo a ver

com o histórico injustificado,

prolongado e sistemático 

de hostilidade contínua,

que tem a capacidade 

de manter viva a simpatia. 


Embora buscando a tentativa 

de cavar uma culpa moral,

Onde nem nunca houve 

na realidade o porquê 

nem nunca foi sequer real.


O distanciamento protetivo

e a dívida moral invertida, 

levaram à tona e sem disfarce 

para serem publicamente lidos

que entre os interessados 

não mais sequer existem idos.


Não aprenderam com o passado,

ignoraram efetivamente o ditado:

"Quem procura acha",

Perdendo a autoridade da queixa,

ao terem desfeito da boa fé alheia.


Florescidas como laelias de outono

a apatia reativa e a erosão da empatia,

fazem parte do ciclo natural,

Principalmente quando a linhagem 

arriscou a própria vida,

e em troca a ingratidão e a ofensa

se transformaram de forma sistemática 

e ofertaram como banquetes prolongados. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Prisioneiro Infinito: Muhammad Rahim

Guglielmo Oberdan

Pitangas-pretas