Flor-de-maio




Penetrei na tua alma

sem sequer roçar a pele,

com rebeldia indomável

na tua carne venerável.


Causei a mais rara insurreição,

íntima, profunda e perene,

ao invejar o próprio Sol

que ousa aquecer a tua pele.


Ninguém arranca o regresso.

Não há guerra nem distância:

nós moramos dentro

com sublime juramento.


Nem que o Hemisfério Austral

se levante contra nós,

é tempo de apreciar

o silencioso e raro florescer

em paz da Flor-de-Maio.


Chegará o momento

de rasgar todos os protocolos,

de dar de ombros

aos falsos escudos

das nossas Américas.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Prisioneiro Infinito: Muhammad Rahim

Guglielmo Oberdan

Pitangas-pretas