Maracujá-silvestre




Não existe nenhuma

distância segura de mim;

pertenço ao coração,

à alma e ao pensamento.


No outono catarinense,

sou a flor persistente

do maracujá-silvestre

descoberta em maio.


Do sagrado ao abrir

e fechar dos teus olhos,

a insurgente favorita

e inabalável enigma.


Cada nova defesa vira

um brinquedo novo;

não me desmotiva

e alimenta a adrenalina.


Não nego que não exista

a emergência de amor,

embora a sedução convide

para o que não é só fantasia.

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