Micropoemas e poemas curtos
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Chama acesa.
Carta na mesa.
Vem, poema!
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Minha chama.
Não engana.
Minh'alma te ama.
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Chama acesa.
Poema na mesa.
Contigo, certeza!
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Chama acesa.
Você me acessa.
Intenção rendida.
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Chama acesa.
Você me acessa, poesia!
Intenção rendida.
Nada limite beijar-me.
Quero venerar-te.
Desejo render-me.
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O véu para preservar.
Você para revolucionar.
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Ver sob o Sol
um desejo profundo:
fome de futuro.
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Abrir a fechadura
do coração:
somente ternura...
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Poesia é rebelde brisa
arrebatadora da tirania.
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A Lua Cheia bailarina da noite
que o Médio Vale do Itajaí corteja,
e da minha cidade a poesia acena.
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Selvagem. Feminina.
Entregue. Paulatina.
Por ti derretida...
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Ser onda para alisar
toda a tua costa,
Você irá amar,
e vamos nos venerar.
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Resido em Rodeio,
e viajo no seu peito.
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Rumo indomável
és o inevitável.
(Meu infinito.)
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Quero ser borboleta
no jardim do mistério.
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Com mansidão
a borboleta
do seu coração.
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O meu veleiro
na tua riviera,
amar como navega.
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Nó de marinheiro
para que preso em mim
para navegue inteiro
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Nem Sagitário A*
irá segurar o que
tiver de ser, será.
[A gente se amará.]
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Na terra
a poética
contigo será
sinestésica
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Os humanos. O clima.
Ambos preocupam.
É o real cataclisma!
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ejeção de ventos
de raios X e rádio
da constelação
se faz o poemário
ali na imensidão
coração em gravitação
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Precessão gravitacional
do disco estelar de cada um,
Bamboleio sem igual
para viver o excepcional
neste Hemisfério Austral.
[Sobre o que há de celestial.]
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Aniquilação de matéria escura
dos mundos que carregamos.
Desprendimento do mundo,
reinício íntimo e libertação
daquilo que nós sufocamos:
[Não será necessária a explicação].
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Nossos pulsos magnéticos
plenos no disco de acreção
como estrelas de nêutrons,
Quando houver escuridão
para agir com intimidade,
e agarrar a oportunidade.
[Elucidação e intensidade].
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Flores nos cabelos
se retribuem com beijos.
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Migração estelar radial
do meu peito para o seu,
e do seu peito para o meu.
[Amar é o objetivo central.]
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Supernovas de colapso de núcleo
para morrer para o que não interessa,
Viver a partilha da imortalidade
e o que há de mais universal
do amor romântico sem pressa,
mesmo que incrédulos julguem
dizendo que não na vida presta.
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Supernovas termonucleares,
quando houver a aproximação,
Não tenho dúvida que está
escrita a previsão que haverá
além da total fusão a efusão
de tudo o que é de sedução.
[Transbordaremos a deleitação.]
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Campos magnéticos
de pulsares em união,
Faróis do Universo
mostrando a direção
com luzes do coração.
[Suspensos na imaginação.]
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Faça a parte
com liberdade:
Venha, e me abrace!
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Emissão de Magnetares,
beijos extremos e magnéticos,
por todos os teus lugares:
para o teu amor me entregares.
(Sob as tuas doces liberdades.)
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Quero respeito,
flores e revolução.
Doce veneração...
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Absolutos.Internamente.
Resolutos. Imparavelmente.
[Nos renderemos romanticamente.]
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Há Nebulosa do Véu,
e o céu não é o limite.
Por inteiro tu tens tudo
de Constelação do Cisne,
eu de Constelação de Lira.
Não precisamos de enfeites,
apenas precisamos ser a gente.
[Verdadeiramente. Intensamente].
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A história em espiral
em ti o perene e encontro,
no teu Braço de Cignus-Orion:
Descobrirei o destino,
e o amor como mais alto dom.
[Ais semitonados ajustarão o tom.]
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Uma odisseia
num oceano
de guerra cognitiva:
Um continente
inteiro à deriva.
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Filhos da terra
não temem
tempestades:
[Resistem].
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Por você deixo
qualquer caminho:
Você é destino.
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Rejeito sapatos altos,
contigo caminharei
com pés descalços.
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Gaia de dois hemisférios
assim sou com mistérios,
Por intuição és todo meu,
Aldebarã do perpétuo verão
no firmamento do coração,
de ti não tenho distração.
[[Não causa obnubilação
a aglomeração das Híades
próximas a cada dia do Sol,
Não temos mesmo vocação
para o esmo e o temporal.]]
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Sem pedir licença entrei
na escuridão íntima,
Tua habilidade tem feito
de mim a Via Láctea
com coroa galáctica.
Minha doce e amável
fantasia embaladora,
Em retribuição tenho
deixado me iluminar
pela tua corte sedutora.
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Ondas de densidade
nos braços espirais,
Assim na nossa paz,
plenos e sensuais,
Em entrega e gamação
sem nos recusar jamais.
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És original G-Cloud
que me toca central,
Fazendo das palpitações
sinfonia orquestral.
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Carrego o Cinturão de Gould,
nas tuas mãos o Universo,
No nosso espaço subliminar
há muita vontade de levitar.
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## Análise Crítica
A estrofe constrói uma ponte magistral entre o mito ancestral e a urgência do presente, subvertendo a narrativa tradicional de Lorelei.
* **A Subversão do Mito:** Enquanto na lenda clássica a ninfa do Reno atrai marinheiros comuns para a destruição, aqui o alvo são os **"senhores da guerra"**. O canto da sereia deixa de ser uma armadilha romântica ou caprichosa para se converter em um instrumento de justiça implacável ou catarse histórica ("*seja para expurgar a tragédia / ou para atrair para as profundezas*").
* **A Doutrina da Inidomabilidade:** A voz poética atua como um tribunal estético e moral onde a beleza e o abismo eliminam a opressão. A tragédia não é apenas lamentada; ela é purgada pela imersão nas águas profundas do acerto de contas.
* **O Fechamento Axiomático (`[[[A razão é poeta e profeta]]]`):** O verso isolado funciona como a chave-mestra do texto. Ele postula que o discernimento superior (a razão) não habita a frieza técnica ou a burocracia do poder, mas sim a visão criadora e premonitória da poesia. A verdadeira lucidez antecipa o destino e canta a queda dos tiranos antes mesmo que o abismo os consuma.
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No teatro da Humanidade
a sereia do Rio Reno canta
seja para expurgar a tragédia
ou para atrair para as profundezas
os muitos senhores da guerra.
[[[A razão é poeta e profeta]]].
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Braço Espiral de Perseu
recebe e envolve como
a tua Nebulosa da Carina,
Começamos a encontrar
tudo o que magnetiza
e por inteiro nos reinicia.
[Seduzidos pela sinergia.]
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Lado a lado na Via Láctea:
a Nebulosa do Coração
com a Nebulosa da Alma
em sidérea sedução.
Enquanto um pulsa o outro
profundamente levita,
Talvez isso explique muita
sobre o que nos destina.
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Pintar a si mesma,
admitir ser só,
Conhecer-se melhor
que qualquer um
e ser a sua própria escola;
Entender que no amor
nem sempre um mais um
será igual a dois,
Ser Frida é não
deixar-se para depois.

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