Orquídeas negras
Coloquei o esplendor de orquídeas negras, para observar os senhores das guerras. Revigoro a memória corpórea como quem dança a dança mais mortal com feras. Acendi candeias da História da Humanidade como que recorda as lendas sobre o romance entre o Sol e a Lua, a promessa do Eclipse, no prelúdio da noite mais escura e alucinante de que tenho notícia nos últimos tempos. Comigo carrego o que revive a real bravura da áurea época em que não existiam México, Belize ou quaisquer fronteiras — apenas a honra na mais alta estatura de Gonzalo Guerrero e Zazil Ha, para não olvidar do melhor que há. [Não se esqueça que a poesia tem asas para voar.]