Orquídeas negras




Coloquei o esplendor de orquídeas negras,

para observar os senhores das guerras. 

Revigoro a memória corpórea como quem

dança a dança mais mortal com feras. 


Acendi candeias da História da Humanidade 

como que recorda as lendas sobre o romance 

entre o Sol e a Lua, a promessa do Eclipse,

no prelúdio da noite mais escura e alucinante 

de que tenho notícia nos últimos tempos.


Comigo carrego o que revive a real bravura

da áurea época em que não existiam

México, Belize ou quaisquer fronteiras —

apenas a honra na mais alta estatura 

de Gonzalo Guerrero e Zazil Ha,

para não olvidar do melhor que há.


[Não se esqueça que a poesia tem asas para voar.]

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Micropoemas e poemas curtos

Aricá

Pitangas-pretas