As Cores da Alma de Juarez
As cores da alma dele inspiraram a infância. Na maturidade inspira a paciência e temperança. Nunca imaginei que um dia se tornasse lembrança… A vida não nos deu a chance do derradeiro encontro; não pude dar-lhe o meu abraço de despedida e aconchego. Para quem não sabe, falo do nosso Juarez Machado. Ele foi a própria arte e a viveu em plenitude nas artes plásticas, escultura, caricatura, literatura, cenografia e artes cênicas; sempre de boina na cabeça, lenço ao pescoço e sorriso no rosto, contra os temperamentos de agosto. E o que nas suas mãos ganhou permanência foi o lápis, a caneta e o pincel em riste, e as cores na palheta contra este mundo tornado triste por gente que opta por fazer a vida cotidiana tão dura e que de nós pede resiliência. Combateu o bom combate com gentileza e irreverência.