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Mostrando postagens de julho, 2026

Mistério que enamora

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A ventania traz a notícia no Médio Vale do Itajaí da memória de Marco Pola, és a melhor contradição que com cada fibra dialoga entre a existência amorosa e o mistério que enamora. De prontidão para escrever a poesia onde há vales e cavalos coincidentes, declaramos afinidades com reverências subliminares, impulsos e intensidades que nos são inerentes. No inverno aqui em Rodeio, onde nos antevejo  nas ruas vazias descritas  no outono do poeta, e ainda em vocal silêncio, reverencio e por ti espero  como quem espera um  milagre com o céu aberto. [Nos nossos corações nunca nem por um instante fomos ausentes, porque nunca nos apagamos  diariamente das nossas mentes.]

Araguaney

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Encontrar no Araguaney em flor, como prova de amor e lirismo latino-americano no coração, nas tuas mãos se entregar no embalo emotivo do Joropo, como o curso do Rio Orinoco. Deixar que a urgência de amar domine absoluta os sentidos, e que se cruzem os destinos no mesmo passo e ritmo, para que não se conheça mais os anteriores caminhos. Entender que o amor é mistério que não precisa ser explicado, mas que precisa ser vivido intensamente acompanhado com desejo, entrega e calor, contigo gamado aqui do meu lado.

Imbuia

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Quando se é por muito tempo invisível, e só te põem no último lugar seja lá qual for o motivo o melhor é não se iludir; És o teu magnífico caminho a seguir, não perca tempo com o que tende a se esvair. Você não tem o dever de distrair o tédio, de ser para o emocional o analgésico ou de preencher o vazio de ninguém; Não tenha dúvida que o melhor mesmo é ficar na sua para o seu próprio bem. Abra os seus olhos para a beleza e a delicadeza, permitindo que a florada da Imbuia cubra todo o seu caminho porque és em todas as estações a sua melhor companhia; Para que não perca por causa de quem quer que seja a sua confiança e a sua alegria. Esteja de prontidão para que o melhor da vida te encontre de prontidão para viver o amor de corpo, alma e coração com integridade; Se proteja de verdade mesmo que na solitude te coloquem contra a parede,  que os anos passem ou até que façam você que agora já é tarde.

Balanço de Palma de Cera Quindío

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Percebi galeanamente   na própria pele o efeito   do que são as veias abertas   da nossa América Latina,   Embora se misture   com leveza e toda a delícia. Sinto que estou na tua   e você ardente na minha,   levando na carne profunda   a dor da nossa gente,   Vivendo tudo ao mesmo tempo   o que a gente muito sente. Carrego o mesmo balanço   da Palma de Cera Quindío,   nascida no Vale do Cocora.   Não é de hoje que por ti suspiro   e minh’alma inteira se enamora. No ritmo vivo do Rio Quindío,   é para tua direção que sempre   tenho buscado o caminho,   perdidamente amoroso,   para que não fique só em sonho. De ti jamais abrirei mão,   porque sempre que te percebo,   o peito se põe a tocar bambuco,   por loucura de amor e impulso,   mesmo que o mundo diga   que a...

Ipês seguimos

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O tempo propício chegou de um mostrar o quanto um pelo outro sempre esperou; e nada nos dessacralizou. Por adoração e magnetismo  viramos o magnífico vício  de escrevermos o destino: o calendário não ultrapassou. Não há um só dia que não  tenhamos vivido: porque  pelas estações nós sentimos.  E sentindo: ipês seguimos. Com o ritmo das estações pelos caminhos floridos. 

Pétalas do Ipê-amarelo

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O amor é reconhecido independente da origem, da vestal, do disfarce e do idioma que ele fale. Para o amor não existe  sombra ou ocultação, porque ele tem refúgio  seguro no meu coração. Do pôr ao nascer da Lua o amor não se cansa  de venerar a minh'alma nua. Cobertos pelas pétalas  do ipê-amarelo e a intenção  de vulnerabilidade e rendição.

As Paineiras

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Florescem em julho, altivas, as paineiras. Ali estão as corredeiras, as quedas-d'água, e o destino sorrindo através do seu sorriso. Com o meu coração nas tuas mãos macias, tal qual um peixe quando encontra o lugar certo e para: algo forte prepara, percebe o rastro e o coração dispara. Nos lábios, a canção antiga que foi cantada por vários artistas. Tenho dado as pistas para mostrar que a bola está com você, e certa estou, sentindo que o coração todos os dias está se abrindo. Para que as tuas ações encontrem e inaugurem a direção das emoções, para o amor não se perder, não vamos jamais arrefecer, faremos o dobro por merecer.

O Pasacalle

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Quando o Rio Napo bailar o pasacalle em terna retribuição ao sublime charme da aurora vespertina, tu haverá de me fazer parte da tua vida linda. Num breve estalo bailaremos o nosso todo festivo pasacalle  ainda mais apaixonado, ao redor da mais bonita e mais antiga cascarilla. Conheceremos a folia, o encanto e a alegria, e para isso não será preciso esperar a vinda do inverno para ver o florescer da cascarilla.

Arrecifes

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Nos arrecifes da tua íris, tenho mergulhado pelos dias; sincronicamente, venho pressentindo que me enfitas. Não é nenhuma fantasia, embora a ciência não explique o evidente: a gente se combina. Antecipo que me conheces bem, e até parece que foi ontem.

O tijolo e o encaixe

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Arte  de Rosana Schmitt  O amor não exige de nós hierarquia. Onde há encaixe, serei o seu tijolo; se fores o tijolo, serei o seu encaixe. Se for de verdade, construção e sintaxe: entre nós tudo vale.

A cordilheira e as confluências

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Cada linha e cada pausa têm sido a continuidade e rendição ao ritmo inabalável que levo pelos anos com amor e paixão; e que o seu olhar tem lido inabalável com o seu coração. Dois mundos que se tocam, e ainda não se encontraram. Separados pela silenciação da elegância da permanência, cultuam, sem desistir, ao passo da melancolia da distância, e firmes ambos continuam. A cada nova florada da quina tem nascido uma confissão sutil, com algo de cordilheira andina, que, embalado pelas confluências  imparáveis dos rios Apurímac, Ene, Tambo e o Ucayali, que, unidos ao Marañón, formam o Rio Amazonas, revelando que é amor e os sintomas. Todos reunidos ao magnetismo da imensidão dos dias e das noites para inauguração da revelação que, desde o primeiro dia, sabemos: chegou o tempo de não pactuar mais adiamentos, porque nós nos queremos.

Ipê-amarelo-da-mata

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O relógio e o tempo são invenções humanas, criadas para o amor desafiar e subverter. Amar de verdade é só para quem tem coragem de sair de si para no outro viver. Não existe erro e nem acerto na rota, e sim alinhamento em uma só trajetória; É só prestar um pouco mais de atenção: estão abertas a porta e as janelas do coração. O Ipê-amarelo-da-mata em floração agostina  em Santa Catarina dirá muito dessa confissão  que no embalo romântico têm sido escrita. Somos livres. Não haverá nada que nos impeça seja na água, no ar ou mesmo aqui na terra, porque com pressa ou sem, só amar nos  interessa.

Tajy

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Os olhos e o coração florescem, tal qual tajy no Rio Paraguai, sob o céu austral, Sempre que percebo os teus bonitos sinais, porque a diferença para mim tu sabes que faz. Revoada de papagaios neste rio que nasceu filho dos payaguás; Mergulho acompanhado do amor em prelúdio, não quero adiar mais, porque aprecio tudo o que sempre me trazes em todas as tuas fases.  Nas tuas mãos quero ser a fera macia e domada, a harpa etérea e afinada que ecoa a melodia cristalina com fascinação, a magia e a potente inspiração que nos una a América do Sul em sagração a cada estação. Tudo o que pedires e me deres, seja em silêncio ou não, em entrega e sedução com prazer farei muito mais para não deixar nada faltar, e ser o teu abrigo e fonte de paz.

Cainamé

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Quando Cainamé sopra, ninguém fica de pé, Quando Cainamé sopra ninguém segura, Sopra, sopra, Cainamé  essa gente linguaruda.

Caburé

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No teu céu noturno deixa-me do profundo ser a Lua serena e mansa, e ser todas as estrelas  ao redor em festança e sarau de poemas. Do teu enleio sublime ser profeticamente a Caburé em voo livre,  Até nos momentos  que pedem pausa e limite.  Nenhuma distração tarde  nem permita que falte  o peito de um e do outro como ninho de ouro. Juro, que dobrarei a aposta com todo amor e carinho: terna, veloz e devagarinho.

Caiçuma

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Caiçuma bem feita na beirinha do rio adoça a palavra, sempre distrai a ideia e a atitude destrava, Funciona tão bem quanto reza brava.

Sapucaia

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É inverno, estamos em julho, sem flor e nenhum fruto. Enquanto a querida sapucaia  repousa tranquila na praça, O charme da minha mente  anda roçando na tua barba. A sua vibração anda fazendo  do meu coração um coreto em afinação para a festa,  Avassaladoramente estou  ocupando-te com intenção  de ser amor e a tua paixão.  Todo o dia a minha rebeldia  em ti anda fazendo a poesia,  e uma deliciosa revolução; Tu não anda mais aceitando por atração outra direção  que não seja se entregar à sedução.

Sempre que houverem...

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Sempre que houverem pássaros e a Lua  em qualquer fase no céu  do Médio Vale do Itajaí, e eu possa apreciar aqui do meu jardim em Rodeio, haverá muita coisa entre  nós ao redor acontecendo, para nós o melhor  estou a cada dia prevendo. As badaladas dos sinos  da Igreja Matriz São Francisco  se misturam ao barulho  dos tratores e dos carros que estão indo rumo  à Festa do Colono e do Motorista no meio desta paisagem  criada por Deus, o maior artista. Agora, espero que você venha, se divirta e encontre de verdade  com o que há de melhor e poesia,  para que os teu passos regressem quando buscares o que inspira, a festa e a beleza para a sua vida com toda a alegria e muita magia.

Palma zunkha

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Deixa que o amor e o impulso  falem mais alto, ou melhor, cantem por nós o que tiver  de ser cantado sem se preocupar com o que irá acontecer  para a gente nunca mais se perder. Entrega o que o peito e o tempo têm silenciado porque não há  motivo para manter segredado, Embora não saiba quem é você, de longe te sinto apaixonado.  Confia, não tens o que temer, da minha parte só espero  o seu sinal para começar a viver. Quero ver o seu rosto, sentir a sua presença corpo, e deste pertencer ter orgulho. Não há o que ser consertado,  nada em nós foi quebrado, apenas seguimos o curso  dos ventos, no Mataralcito, e dançamos os ritmos bolivianos. Não buscamos fazer planos, nos entretemos com o tempo e com o som da palma zunkha; Os corações seguem intactos  não querendo viver mais  de compromissos adiados.

Pehuén

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No dobrar das auroras matutina e vespertina, o mistério contido no teu olhar fascina. Permaneceste intocado, porque não foi elucidado, E assim tornou-se parte  perene dos sentidos. Minhas veias parecidas  com Maipo, Bío-Bío e Loa rumo ao Oceano Pacífico, assim te levo comigo. De um jeito muito parecido quando os deuses dançam e nasce no céu do Chile a aurora austral, que o pehuén ancestral  ilumina com poesia celestial: Algo ainda pede que insista acima dos conceitos  que dizem que ser fantasia; Não quero estar enganada, percebo o seu amor chegando  para tocar-me como sinfonia, beira o inacreditável a nossa sintonia.

Sapucaias

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Nutrir a ânsia com delícia   de vestir-me com os teus olhos,   absolutos, cor de mar.   Tornar-me a maruja deles   e rotas nunca determinar.   Saciar nos teus lábios,   a sede e o ímpeto   daquilo que não quero domar.   Deixar nas tuas mãos,   tudo o que não quero guiar.   Onde por ti fui colocada,   o tempo não me fez apagada.   Sair deste lugar só depende  da tua iniciativa pacificada   para ajustarmos a caminhada.   Crescente é a vontade que não  cessa de ser incendiada,   com poesia que é chama imparável   que, assim, tem feito aumentada nos momentos de silêncio. Infrene a convergência  haverá de ser celebrada na estação própria para colher  na beira do rio da vida  os frutos das sapucaias, porque tu me tens como a favorita.

Poético ceibal

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Não existe florada igual  ao do poético ceibal  sob o Hemisfério Austral  na beiradinha do rio  dos pássaros coloridos. Deveria ser proibido  olhar com outros olhos   que não os teus olhos  tão infinitos e lindos para a beleza do Uruguai.  Porque os teus olhos são o meu principal motivo  para olhar para frente com o que há de mais romântico, e não pensar nunca mais sequer dar um passo atrás.

Não permita

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Não permita que desgotem  das tuas origens e nem do teu chão, para que você não perca a honra e a memória do seu coração.  A tua árvore é o Pau-brasil, a tua flor é o Ipê-amarelo, e a tua ave é o Sabiá-laranjeira, e o que cada um delas representa. Nenhuma discordância deve  afastar-te do apreço ao seu berço, mantenha a sua força e o apreço. Para que ninguém tome o teu chão, para que não te partam por dentro, e nem façam de ti o esvaziamento. 

Alta sedução

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Sou a única capaz de quebrar com amor os teus termômetros, Sou a mulher potente vestida das auroras, que o teu coração se rende:  Por ser a única estação  em ti permanente da mais alta sedução. 

Teto

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Ouço o vento cantar o que vai chegar, e nada me preocupa. O meu teto celestial é o Hemisfério Austral que tanto bem eu quero.

Semente de Ceibo

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Semente de ceibo  para unir com beleza e flor, sentimento de pertencimento, toda a gente com muito fervor ao mar e ao continente inteiro. Para o florescimento glorioso da Argentina de janeiro a janeiro con amor e encantamento. 

Do continente ao arquipélago

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Tudo o que une o arquipélago  e o continente ao povo originário, surgiu fortemente na mente, Atacama, Chané, Charrúa e Chorote, e vejo que vir a encontrar  os teus olhos não é questão de sorte. Tudo o que une o continente  e o arquipélago ao povo originário, trago comigo simplesmente, Chulupí, Comechingón, Diaguita e Guaraní, não nego que te admiro desde  o primeiro dia que eu te vi. Tudo em mim tem a cor de Ceibo que do continente mira o arquipélago, e com um poemário e profundo jeito,  Huarpe, Kolla, Lule, Mbyá Guaraní, e esperar o que há para ser revelado, todo o dia é mais um que resisti. Na ventania e no curso do rio  que encontra o mar há algo que entre nós está para surgir, Ao escutar canções e sentir algo  Mocoví, Ocloya, Pampa e Pehuenche, em revelação no sul do sul continente. Do arquipélago, do continente,  do rio e o encontro com o mar, Tudo nos leva a nos encontrar, porque temos a urgência de amar; Pilagá, Quechua, Ranquel e Sanavirón...

Mestre Vitalino, um pouco de tudo e o amor

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Do Alto do Moura sou  a tal boneca de barro feita por Mestre Vitalino, Do teu pensamento  o mais apaixonado, Com toda a certeza  é você o meu bem amado.  De Caruaru o Forró  mais possante que já  havia te tocado, Do teu peito o batimento  mais cadenciado, Sem nenhuma dúvida, é você o amor desejado. De Pernambuco sou  as festas e os sabores que de ti têm se apostado, é por mim que o teu  olhar encontra o meu  todos os dias enamorado, Com toda a certeza  até debaixo da chuva, tu és o meu Sol e eu a tua Lua. (Somos o poema fora da curva.)

Doce e divina unção

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Voo imparável e com intenção.  Minha doce e divina unção, tenho você com amor e paixão. Cai a chuva sobre a terra  e os sentidos que a envolve, não há quem nos derrote. Com o Hemisfério Celestial Sul  ambos temos intimidade, No céu do coração voamos com toda a maior liberdade. Somos aves prodigiosas  deste glorioso continente, Que por anos a fio abrigamos  um silencioso romance, que nos pede uma chance.

As estrelas, o sol e a verdade

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As estrelas, o sol e a verdade lida William Shakespeare, A dúvida e a liberdade  de vestir a cada instante, Só não vale desistir da certeza que ainda vamos viver  além do poema o romance, Ainda que a gente não se veja, e o amor nos pareça distante.  Não vamos deixar de crer,  aconteça o que aconteça, que o nosso amor irá florescer.

De mãos dadas contigo

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Em algum lindo lugar  para a gente passear na América do Sul sob o suave céu azul e uma cobertura colorida feita por mãos artesãs, Encontrarei toda a poesia de mãos dadas contigo, e se cumprirá o destino.

Flor-de-seda

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Flor-de-seda que desabrocha  na nossa América Tropical que a borboleta com delicadeza  pousa amorosa sem igual. Confessoras do intenso fascínio  sentimental de um mistério  que talvez não seja elucidado, por anos tem me apaixonado.  Quero que revele-se vasto como o nosso Hemisfério Sul estrelado, e se preciso o manterei segredado. Não falo o que não posso cumprir, mas juro que farei com empenho tudo  para mantê-lo preservado do mundo.

Dom Juan e Inês

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Arranca-me o coração ou eu arrancarei o teu, Mas com a condição de você colocar o meu coração inteiro no teu, E eu colocar o teu coração inteiro no meu. Para que a certeza Inês e em passos de Dom Juan nos sigam na condição de ama-me porque te adoro, e te adoro porque me amas de corpo, alma e coração e me repitas em altas chamas: “ou arranca-me o coração, ou ama-me porque te adoro”.

A minha araucária

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A minha araucária  é árvore ancestral  que alimenta e abriga sob o Hemisfério Austral, Que juntos são a real e mais pura poesia.

Árvore Ancestral

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A minha araucária é árvore ancestral  que alimenta e abriga, sob o Hemisfério Austral. É a expressão genuína  da mais pura poesia Feito eu e você do jeito  que ninguém imagina. Não me importo ainda  que digam que é fantasia.

Trapoeraba-azul

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Tal qual trapoeraba-azul a cada dia floresço  também sem céu azul, Agarro no teu peito  com jeito de norte e de sul. Intenso e sutilmente  no próprio tempo. Sem olhar no relógio busco o merecimento. Dou ao florescimento  a liberdade para receba  com genuíno sentimento.

Olhos de Coaraci

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  Capturada pelos teus olhos de Coaraci mantém os meus infinitos, o Anhangá, a Caapora, o Guirapuru e o Uauairá. No meu pensamento e no meu coração, sempre comigo flamejante está. Sim, os teus olhos de deidade invocamo que há de mais ameríndio, e enlevam-me à total territorialidade  fazendo-me convicta a tua Jaci. Desde a primeira vez que percebi, recordo que ser tua foi a senda mais amorosa e honorífica que escolhi. Porque de ti não há mais outro destino: mesmo sem dizer, próximo te sinto, e sei que o mesmo ocorre contigo.

Colar de tucum

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Sem falar de amor coloquei  a mesa do nosso café da manhã  de acordo com o seu gosto, assim muito amor te demonstro. E em silêncio nos celebro como o mais refinado gesto, para que desfrute pleno da paz no teu porto seguro. Abri todas as janelas ao redor com jeito para que o sol entre junto com a palavra de amor. Separei um colar de tucum com carinho para cada um, e os lábios com beijos selei com mel.

O quimono

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Não sabia a quem havia  pertencido o quimono, Não sabia da onde tinha vindo, Não sabia nem que era o escolhido, Não sabia qual seria o próprio destino, Ao final pela escuridão  e pelo mistério foi absorvido.

Açaí-do-Pará

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Criar as suas próprias asas sempre que tentarem impôr  certezas por onde você for. Permitir que o Açaí-do-Pará continue a florir e a frutificar, para que a vida ao redor com o seu ciclo continuar. Ter o peito voltado para o céu, os pés como raízes fincadas, a vontade de seguir em frente e o pacto de coragem existencial neste nosso continente ancestral. Vestir-se de liberdade e beleza, colocar somente as cartas  que nos pertencem na mesa,  para que a vida não se perca, o amor dure e a gente continue,  e a real história se escreva.

Rodeio com festas e poesia

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Se você procurar por aqui ainda  se encontra alguma Festa Julina, enquanto alguns escrevem poesia.  Recordar que no mês de julho  aqui na Rodeio tranquila que fica  no abençoado Médio Vale do Itajaí a tranquilidade e muita alegria  têm endereço certos até neste inverno. Muitos se preparam para dançar  e se encontrar no Baile do Vinho,  enquanto uns são escritos pela poesia.  Com toda a tradição a festa se faz para o colono e o motorista,  que desfilam com muito orgulho  os seus carros e tratores pela cidade, e sem saber que eles também escrevem a poesia dos dias na realidade.

A sul-americana

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Do Hemisfério Celestial Sul, sou, talvez, a mais romântica, habitante nascida sob medida para a tu'alma feita de tambor; pela primeira vez descobriste, na vida, o que é o verdadeiro amor. Da América do Sul, sou a favorita, que, na madrugada íntima, a tua imaginação procura recorrente; sei que o teu coração me pertence com amor, paixão e desejo quente. Sou aquela tal latina exuberante que o teu olhar fascina e invade, falando e sendo a própria poesia, falando que, nas Ilhas, quem nasceu primeiro foi o Daniel, filho da Francisca. A sul-americana cheia de memória, sem lapidar a própria retórica, conta que foi Rosendo Mendizábal que fez, para o Tango, a primeira partitura, e te ama sob o sol e até sob a chuva. Sou aquela que, em estado de rebeldia, conheceu e, hipnotizado, se rendeu, e que não permite que ninguém ouse falar que não houve feitos afro-argentinos a cada momento profundo da História; e não há um só dia que não queira como glória.

Infiel

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O infiel é alguém  que tem uma relação  negativa consigo, Faça o favor de entender que quando um infiel cruzar no seu caminho, Não tem nada a ver  de forma alguma contigo.

Açaí-do-amazonas

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Até por espelhamento  sei o que está destinado  na vida para mim ou não. O que flui neste coração  tem a ver o curso do rio. Talvez cada reflexo seu  seja para mim ou não. Sou primavera gradual se enraizando dentro, e com pertencimento. Tenho virado o plano  silente de madrugada, A rota de flutuação  onde teus pés resistirão  buscar voltar ao chão. Viveremos pelas rotas  do açaí-do-amazonas na amada América do Sul, O calendário será aliado, e se sagrará o amoroso laço. 

Juçara-de-espinho

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Não existe o momento errado,  apenas o endereço errado.  No coração há o sentimento certo, nos amamos e ainda nos amamos: só ainda não não nos encontramos. Escutando o canto da Jacutinga, lentamente a aurora vespertina beija docemente a Mata Atlântica, o vento com leveza balança a Juçara-de-espinho e a esperança. Para recebê-lo, tenho preparado, certamente a mais doce festança; O que quero para nós é o que há  de mais raro e pleno de temperança para viver do amor que jamais se cansa. Do mesmo jeito dos místicos, quebrando os arcos e flechas dos cupidos e rasgando os manuais contemporâneos de sedução que dizem ser estabelecidos com o orgulho de ser os últimos românticos.

Juçara-da-amazônia

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Permitir que o amor tome conta de cada escolha,  Trazer a beleza consigo  da Juçara-da-amazônia recebendo o pouso bonito  do tucanuçu no destino, E deixar que tudo tenha  igual o curso de um rio. Sob a aurora matutina manter o pacto silente fortalecido com a vida, com amazona convicção, Mesmo que tenham  destruído uma ponte  de diálogo no caminho, nasceste com asas  e a tua pacífica direção. Não é preciso validação  de ninguém para ser quem és e quem deseja  ser onde você quiser, Até para escrever  os versos intimistas: Para dar-se o luxo de percorrer novas rotas, permitir viver todas  as sonhadas escolhas.  Feitas sob medida para o seu bem-querer como as pestanas  são os parabrisas do ver, Do jeito que o sol  está para o amanhecer, De um jeito novo  todos os dias renasça  quantas vezes for  preciso para manter  o seu melhor para viver.

Do coração e frutos de juçara

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Da Mata Atlântica à Amazônia, ter tudo e mais um pouco: do coração e frutos de juçara, que nasceu para alimentar, e merece sempre ser preservada. Juçara bonita e tão rara, que além das gentes sustenta tucanos, jacus, jacutingas, e os versos deste poema. Juçara esquecida e tão cara, que além das gentes sustenta sabiás, periquitos, maritacas, e cujas folhas são capazes de cobrir com beleza as casas. Juçara magnífica e tão rara, que além de alimentar as vistas, sustenta macacos-prego, cotias, esquilos, e que aos músicos emprestara ritmo e inspiração para mais de uma latina canção. Da Mata Atlântica à Amazônia, que alimenta mais do que sabemos, e está deixando de existir para todos: para os catetos, tatus, capivaras e antas, e daqui a pouco até para as esperanças! O interesse no futuro, percebi que não existe, e pergunto sem resposta neste quase luto: — Será que é de fato o que queremos? Chegamos no ponto de vivemos ou vivemos.

Palmeira Juçara

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O meu coração é coração de palmeira quando se trata de revolução. Queira ou não, a primeira revolução  se começa com a barriga cheia. Não importa o tempo e o quanto,  a vida de cada um tenha mudado, Se no presente ainda é cobrado, para nenhum de nós é passado.  Aqui quem vos fala é a poesia brasileira: - Seja na dispensa ou na mesa, voltem a plantar a palmeira Juçara! Se a vida está cara, é porque foi  deixado para trás a alimentação originária, e que até hoje ninguém se atentara.

O seu melhor amigo

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Não é um peso levar para o mesmo caminho o seu melhor amigo, É só ele que nunca  vai te abandonar, Não importa o quanto tempo for durar.

Movimento Armorial

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Sempre que o lírio-da-caatinga florescer pleno e altivo:  branco, vermelho ou rosa, acenará a primícia amorosa. Assim haverá de ser o sinal do Movimento Armorial, em ressurgimento mesmo que seja no pensamento. Depois virá o verbo e o passo, para o mútuo encantamento,  para o absoluto espalhamento. E dessa vez será maior porque  será razão e coração em união do Norte ao Sul pelo pertencimento.