Sapucaias




Nutrir a ânsia com delícia  

de vestir-me com os teus olhos,  

absolutos, cor de mar.  

Tornar-me a maruja deles  

e rotas nunca determinar.  


Saciar nos teus lábios,  

a sede e o ímpeto  

daquilo que não quero domar.  

Deixar nas tuas mãos,  

tudo o que não quero guiar.  


Onde por ti fui colocada,  

o tempo não me fez apagada.  

Sair deste lugar só depende 

da tua iniciativa pacificada  

para ajustarmos a caminhada.  


Crescente é a vontade que não 

cessa de ser incendiada,  

com poesia que é chama imparável  

que, assim, tem feito aumentada

nos momentos de silêncio.


Infrene a convergência 

haverá de ser celebrada

na estação própria para colher 

na beira do rio da vida 

os frutos das sapucaias,

porque tu me tens como a favorita.

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