A cordilheira e as confluências





Cada linha e cada pausa têm

sido a continuidade e rendição

ao ritmo inabalável que levo

pelos anos com amor e paixão;

e que o seu olhar tem lido

inabalável com o seu coração.


Dois mundos que se tocam,

e ainda não se encontraram.

Separados pela silenciação

da elegância da permanência,

cultuam, sem desistir, ao passo

da melancolia da distância,

e firmes ambos continuam.


A cada nova florada da quina

tem nascido uma confissão sutil,

com algo de cordilheira andina,

que, embalado pelas confluências 

imparáveis dos rios Apurímac, Ene,

Tambo e o Ucayali, que, unidos

ao Marañón, formam o Rio Amazonas,

revelando que é amor e os sintomas.


Todos reunidos ao magnetismo

da imensidão dos dias e das noites

para inauguração da revelação

que, desde o primeiro dia, sabemos:

chegou o tempo de não pactuar

mais adiamentos, porque nós nos queremos.

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