As Cores da Alma de Juarez





​As cores da alma dele

inspiraram a infância.

Na maturidade inspira

a paciência e temperança.

Nunca imaginei que um dia

se tornasse lembrança…


​A vida não nos deu a chance

do derradeiro encontro;

não pude dar-lhe o meu abraço

de despedida e aconchego.

Para quem não sabe,

falo do nosso Juarez Machado.


​Ele foi a própria arte e a viveu

em plenitude nas artes plásticas,

escultura, caricatura,

literatura, cenografia e artes cênicas;

sempre de boina na cabeça,

lenço ao pescoço e sorriso no rosto,

contra os temperamentos de agosto.


​E o que nas suas mãos ganhou

permanência foi o lápis,

a caneta e o pincel em riste,

e as cores na palheta contra

este mundo tornado triste

por gente que opta por fazer

a vida cotidiana tão dura

e que de nós pede resiliência. 

Combateu o bom combate

com gentileza e irreverência.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Micropoemas e poemas curtos

Aricá

Pitangas-pretas