Dilúculo da existência




Nasci orgulhosamente 

nesta terra austral,

Não nego que carrego 

na minha amorosa alma 

de tudo um pouco

das caravanas ancestrais: 

as bibliotecas perdidas 

e os percursos mais 

antigos da Rota da Seda.


Quando a tua alma gentil

encontrou e roçou na minha,

No dilúculo da existência,

percebi que eu comecei 

a ser realmente lida;

Senti, sem dificuldades,

que a gente se combina.


Na doce viração entre

a aurora matutina 

e a aurora vespertina,

passei a desejar fazer 

parte da sua vida linda;

E venho percebendo 

que tens cobiçado a fazer 

parte da minha vida,

Há sinais claro que 

somos, enfim, além da poesia.

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