Ludovico, um papagaio.




A memória desta ave é longeva

para boas ou más experiências.

E não se trata apenas de um poema,

é para deixar para a vida toda

registrado: porque o que se leva

na memória nunca será passado.


Há mais de três décadas foi

pela dona procurado.

Dizem que ele para a Baixada Litorânea,

na Região dos Lagos, foi levado,

e pode estar vivo em qualquer lado;

ele nasceu no Rio de Janeiro,

ele era amado e bem cuidado.


[Ludovico era um papagaio

que nunca mais foi encontrado.]


"Oh! que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida,

Que os anos não trazem mais!"


— Casimiro de Abreu

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